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O PT incomoda sim, porque não nasceu para agradar.

A direita se retorce, se contorce, dá golpe, chafurda na lama, come bosta, mas não consegue acabar com o PT.

Também puderas, esse partido controverso foi criado no ombro sofrido dos trabalhadores, na alma negra de Zumbi e Dandara, na ternura dos homoafetivos, no sonho de igualdade dos bons cristãos, na luta corajosa das feministas e no pensamento reflexivo e engajado dos intelectuais.

Ninguém destrói uma fortaleza criada para resistir à opressão. Ela tem matéria e espírito. Não haverá pólvora nem canhões para derrubar tanto arrojo.

Que se mordam os pseudorrevolucionários, prontos para destilar seu trauma contra a pluralidade política que dá cor ao PT. O dogmatismo é incompatível com a diversidade.

Estão por aí, rastejando na hipocrisia, procurando um culpado para sua covardia.

O PT faz política num estado criado pela burguesia e por ela dominado. Não é fácil enfrentar o poder num país dominado pela ideologia do opressor. Mas o partido segue firme na luta, com suas idiossincrasias, deslizes, contradições e paradoxos.

Quem quiser unanimidade que se torne burro ou se asile na tenda da estupidez.

Este partido faz 46 anos. Tem erros? Quem não tem aos 46 anos. Mas tenha uma certeza: não é o erro da covardia e da omissão.

São 46 anos à procura de uma cara para o Brasil, que tenha olhares ternos, respire democracia, coma todos os dias e no sorriso da criança saciada a gente encontre o motivo para construir o socialismo.

O PT incomoda muito.

É a primeira vez na história do Brasil que um partido de esquerda governa o país. E o maior incômodo é um operário ser presidente por três vezes e estar caminhando para o quarto mandato.

Esse fato histórico incomoda as elites, os medíocres e os dogmáticos. Como é bom incomodar essa tríade do atraso.

O PT continua sua caminhada. Não tem trilha ruim que o impeça de caminhar. Quem nasceu para transformar o Brasil, seguirá firme na sua missão.


Lúcio Carril

Sociólogo

 
 
 

Jeff Bezos, o oligarca que ganhou um lugar de destaque na posse de Donald Trump, promoveu uma das maiores demissões da história do mítico jornal The Washington Post.

Nesta quarta-feira, a empresa anunciou o corte de centenas de postos de trabalho, atingindo cerca de 30% de todos os funcionários do jornal de mais de 150 anos.

Um caso, porém, foi considerado como emblemático. Depois de dias cobrindo a guerra na Ucrânia e percorrendo locais sem aquecimento ou luz, a jornalista Lizzie Johnson ficou sabendo que havia sido demitida, ainda sob as bombas russas.

“Acabei de ser demitida do The Washington Post no meio de uma zona de guerra. Não tenho palavras. Estou devastada”, escreveu Johnson nas redes sociais. Há uma semana, ela havia relatado sobre as duras condições que enfrentou para fazer reportagens em Kiev.

“Acordando sem energia elétrica, aquecimento ou água corrente. (De novo.)”, escreveu. “Mas o trabalho aqui em Kiev continua. Me aquecendo no carro, escrevendo a lápis — a tinta da caneta congela — com a luz da lanterna de cabeça. Apesar de quão difícil este trabalho possa ser, tenho orgulho de ser correspondente estrangeira do The Washington Post”, escreveu há poucas semanas.

Sua demissão é parte de um enxugamento sem precedentes na cobertura internacional do jornal.

Os cortes eliminaram o editor para a Ásia, os chefes de redação em Nova Déli, Sydney e Cairo, toda a equipe de reportagem do Oriente Médio e os correspondentes que cobriam a China, o Irã e a Turquia.

A chefe da redação da Ucrânia, Siobhan O’Grady, havia apelado diretamente ao proprietário Jeff Bezos nas redes sociais nas últimas semanas. “Jamais esqueceremos o seu apoio ao nosso trabalho essencial de documentar a guerra na Ucrânia, que ainda continua”, escreveu O’Grady. “Arriscamos nossas vidas pelas histórias que nossos leitores exigem. Por favor, acreditem em nós!

No site The Atlantic, uma reportagem foi explícita. “Estamos testemunhando um assassinato”, afirmou.

“Jeff Bezos, o bilionário dono do The Washington Post, e Will Lewis, o editor que ele nomeou no final de 2023, estão embarcando na mais recente etapa de seu plano para matar tudo o que torna o jornal especial”, disse. “O Post sobreviveu por quase 150 anos, evoluindo de um jornal familiar local para uma instituição nacional indispensável e um pilar do sistema democrático. Mas se Bezos e Lewis continuarem em seu caminho atual, ele pode não sobreviver por muito mais tempo”, alertou.

Ao ICL Notícias, um funcionários do jornal admitiu: “é um banho de sangue”. “Esse é o cálice envenenado que se ganha quando um oligarca salva teu jornal”, comentou outro.

Fonte:

 
 
 

Vergonha e indignação é o que define meu sentimento ao me dirigir aos homens do meu estado e do meu país.

A cada seis horas uma mulher é morta no Brasil apenas por ser mulher. De 2015 a 2025, foram 13 mil mulheres assassinadas apenas por serem mulheres.

Em 2025, 3,7 milhões de mulheres sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar. 71% das agressões ocorreram na presença de crianças. 1.479 mulheres foram mortas no ano passado.

8 de cada 10 mulheres são vítimas de feminicídio cometido por seus parceiros ou ex-parceiros.

Conheço as origens de toda essa violência, mas não reconheço o agressor como vítima da estrutura ideologizante da sociedade brasileira. Cresci na resistência e sei que podemos vencer essa ferida aberta.

Seres humanos é o que somos, com capacidade cognitiva, com sentimento, cheios de esperança, capazes de amar com toda a beleza que o amor tem na sua essência.

Não podemos continuar sendo derrotados pela desumanidade.

Se não tem mais amor, sai fora, entra num entendimento sobre a criação dos filhos. Se não tem filhos, vai cuidar da tua vida e deixa a mulher em paz. Deixa de ser um paspalho.

Nós não somos donos de ninguém e sentir ter a posse de outro ser humano é uma vergonha, é nojento, é asqueroso. Ser humano nasce para ser livre e feliz.

Se amamos nossa companheira, vamos abraçá-la. É tão gostoso se envolver no corpo de quem amamos. É tão gostoso beijar, conversar sobre as dificuldades da vida, sobre os filhos, dividir sonhos e esperanças.

Não é bonito o desamor, o desrespeito, a opressão. Esses sentimentos nos tornam seres feios, carcomidos pela violência e pela desumanidade.

Vamos lá. Vamos criar um pacto com nós mesmos de construção de um mundo melhor.

Vamos mostrar ao mundo que homens e mulheres caminharão juntos em todas as estações do ano. Que tomaremos banhos de chuva no inverno amazônico e no verão, nos banharemos juntos no Encontro das Águas.

Não vamos mais permitir que as brincadeiras machistas estimulem o desrespeito. Não vamos deixar passar despercebida a agressão daquele conhecido contra sua companheira. Lutar por justiça também faz bem para uma vida feliz.

Nós podemos sim construir um mundo de mais respeito e amor. Somos homens e homens não desrespeitam mulheres. Qualquer conduta noutro sentido, é um desvio humanitário.

Temos que ter vergonha apenas daquilo que desumaniza. Não temos que ter vergonha de amar e respeitar. Nós podemos sim nos construir como seres humanos melhores.

Escrevo essas linhas com as tintas da honestidade. Sei que não é fácil desconstruir a cultura machista, mas é possível derrotá-la e derrotar o mal é muito legal.

Vamos lá, moçada. Vamos dar as mãos e fazer do feminicídio e da violência contra a mulher uma ferida do passado. Vamos construir a felicidade, juntos.


Lúcio Carril

Sociólogo

 
 
 
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