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O grau de consciência de todo indivíduo esbarra em sentimentos, quaisquer que sejam. Bons sentimentos estão mais próximos da racionalidade que os maus, ainda que isso aparentemente não faça diferença. Faz, sim. Atente-se para as manifestações de desagrado de parte do gado que aplaude quem ajudou a matar milhares de infectados pela covid-19, pela presença de um dos zeros à esquerda na Copa. No caso, o zero à esquerda de número 2. Flagrado no estádio, o filho do Presidente desfruta dos últimos dias do presumível reinado, enquanto o rebanho fanatizado enfrenta chuva e sol, à frente dos quartéis. Sem ver possível a erupção que produziu cinzas em Pompéia. Imagine-se quantos mais terão abertos seus olhos e suas mentes, ao confrontar a farra do deputado zero 2 à esquerda com as imagens disseminadas nas redes (anti)sociais! Essas mesmas trincheiras de onde são desferidos projéteis recheados de mentiras já começa a projetar a indignação dos maliciosos inúteis, a implorar por uma nova ditadura. Antes, não negavam relinchar de alegria pelas mortes que a covid-19 provocou. Nem de aplaudir o charlatanismo orientado e promovido pelo objeto de sua abjeta admiração e cega obediência. Melhor, apesar de tudo, que chegue o arrependimento. Afinal, mesmo os ignorantes por opção têm o direito de mudar seus sentimentos e preferências. Alguns, certamente, constatarão que um prato de feijão é mais saboroso que farto tacho com capim.

 
 
 

Atualizado: 1 de dez. de 2022

Se a covid-19 recrudesce, as autoridades públicas brasileiras têm impedida sua própria recalcitrância. Esta, contrapondo-se â conduta anterior, marcada pela adesão à orientação negativista emitida do Planalto. Quando governadores poderiam rejeitar a hostilidade à Ciência, a recepção do charlatanismo e agir contra a covid-19, raros os que seguiram o caminho da sensatez. Muito por causa disso, a pandemia dá de novo sua cara, gerando nova fase de justificada apreensão. Com toda a complexidade implicada no surgimento de outras variedades da doença, quem sabe até com a emergência de novas cepas. Fosse mais efetiva a vacinação da população, já se teria chegado àquilo que os especialistas chamam imunidade de rebanho. Não foi essa a decisão dos cúmplices da covid-19, daí o registro ao mesmo tempo trágico e infamante: 12° país em relação à população do Planeta, o Brasil é o 3° na multidão de mortos. Desmontadas instalações e equipamentos a muito custo montados em diversas capitais, desmobilizadas as equipes e com estoque de vacinas insuficientes ou fora do prazo de validade, tentam as autoridades amenizar os efeitos previsíveis É isso o que nos diz a decisão de obrigar o uso de máscaras protetoras. Prevenir sempre será melhor que remediar. Usar sempre e apenas as máscaras de proteção, também.

 
 
 

Vai-se confirmando a suspeita: o (des)governo estertórico pretende deixar ao Tripresidente apenas escombros e caos. Muito por incompetência e desprezo pelo povo que o elegeu, mas não só. Soma-se também a absoluta ignorância a respeito do país em que vivemos, sem que falte a compulsão de morte, sob qualquer aspecto e forma que se imagine. O que se tem chamado necropolítica, como orientação e motivo. Assim, a necrofilia não se satisfaz com as quase 700.000 mil vítimas da pandemia, mesmo se para tão trágico resultado as próprias autoridades tenham concorrido. Por ação e omissão. Daí a inclusão dentre os cordeiros oferecidos no ritual macabro, de quase todos os setores e funções da afministração federal. É extenso o elenco das oferendas ao deus da morte, seja pela promoção, estímulo e apoio à predação ambiental, até o estrangulamento de ações nas áreas de educação e saúde. Na primeira, avulta o risco a que está exposta a população, quando a cobertura vacinal registra excepcional retrocesso. Todos morreremos um dia, dito pelo promotor do caos sanitário, bem seria a palavra de ordem desse maligno projeto. Na educação, a opção macabra deixa sua marca com os sucessivos constrangimentos financeiros, capazes de privar as universidades e institutos federais de recursos mais que apenas necessários, por que essenciais ao seu funcionamento. Ainda assim, precário. Como as terras devastadas e os territórios invadidos enchem-se de esperança, quanto mais se aproxima o primeiro dia de 2023, a terra arrasada não tardará a encontrar o caminho da reconstrução.

 
 
 
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