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No próximo dia 30, o ESPAÇO ABERTO será ocupado por novo e elucidativo artigo de Roberto Amaral. Com conhecimento de causa, serenidade e sólidos fundamentos, o articulista aborda a pretensão da direita brasileira, relativamente às terras raras. Segundo país onde mais se concentram esses materiais estratégicos, o Brasil corre o risco de tê-los dados de mão beijada aos governantes e negocistas estrangeiros, não que sejam estes os únicos interessados no cometimento de mais um crime de lesa-pátria. Outras ações de brasileiros contra seu próprio país de nascimento vão-se tornando rotineiras, sem que haja a necessária e urgente persecução legal. Ontem, era o esforço de líderes da direita brasileira em engendrar com autoridades de outros países e a reverência aos símbolos nacionais dos Estados Unidos da América do Norte, medidas prejudiciais à economia e ao povo brasileiros. Portando-se como súditos e áulicos de Donald Trump mantiveram febril atuação, por exemplo, na aplicação do tarifaço de que seu líder e guru se viu forçado a recuar. Mais recentemente, a associação com os que pretendem tomar as terras raras que o País ostenta entrou na pauta das ofensas à soberania nacional. A tanto leva a subserviência e o descompromisso desses traidores, cuja vocação se traduz na mais asquerosa e repugnante servidão voluntária a que se têm dedicado. Por isso, a entrega das terras raras às nações que as utilizarão sobretudo para fins guerreiros interessa mais a essa gente, seja qual for o custo disso, pago com a dignidade do povo e a miséria que lhe será imposta. Se, no subsolo, repousa tanta riqueza, não é diferente o que está acima dele, a soja que faz a fortuna de plantadores e exportadores que as mandam para alimentar animais em outros continentes. Enquanto o povo tem boa parte passando fome. Nenhuma oportunidade é melhor que a das eleições, para mandar para bem longe candidatos que se especializaram na mais abjeta servidão voluntária, indiferentes quanto isso pode fazer mal à sociedade brasileira. Ninguém dá aquilo que não tem. Assim, esperar dos que querem entregar as riquezas do Brasil aos estrangeiros e sacrificar a democracia e o estado de Direito incipientes, coisa melhor, é avalizar sua ação impat5riótica, verdadeiro crime de lesa-pátria.

 
 
 

Resisto à hipótese de que Donald Trump enfrenta problemas mentais graves. Admiti-lo implicaria atribuir ao soba norte-americano a impunibilidade pelos crimes de toda sorte que seu currículo ostenta. Na maioria dos municípios brasileiros, excluído Romeu Zema, encontraremos prefeitos e outros políticos menos ignorantes e abrutalhados que ele. Do seu caráter e da forma de fazer política, difícil existir pessoa inteligente capaz de aprová-los. Nã há, na conduta de Trump, algo que leve à suposição de que ele sabe o que é República, muito menos de quais são

suas responsabilidades como governante de uma nação poderosa. Nem precisamos cogitar de outras peculiaridades da República e da democracia, para ver no soba do Norte um delinquente nato. O que, no caso dele, não destoa do caldo de cultura que o produziu. É da prepotência e da violência cultivadas e cultuadas pela sociedade fundada desde o Mayflower, que vem a inspiração de Trump. A ele só dois são os interesses que o inspiram e movem. Dinheiro e o poder que isso assegura, portanto, são as suas preocupações exclusivas. Dane-se o mundo, se não são satisfeitos os apetites de Donald Trump. Sendo maior o risco, portanto, de nova versão da Enola Gay, a derramar bombas atômicas onde a sanha sanguinária do soba entender de lançá-las. Personalidades assim, das quais Narciso e Nero parecem os gurus, sequer fogem ao ridículo e ao patético. É bem de que se trata, quando o Presidente norte-americano propõe à FIFA substituir o Irã pela Itália, na Copa do Mundo de futebol deste ano. Nada, mais uma vez, que fuja à vocação para a ilegalidade (outros diriam delinquência) inscrita no DNA de Trump. A troca de um país que conquistou o direito de disputar o torneio mundial, por outro, derrotado no terreno de grama do futebol. Enfim, mesmo os delinquentes, quando veem ameaçados seus malditos objetivos, tentam sustentar a coerência. Quando a inteligência lhes é escassa, mais, ainda...

 
 
 

O ambiente social no Planeta parece porfiar com o ambiente físico. Terremotos, tsunamis, deslizamentos, aquecimento, degelo, tudo isso concorre com o caos determinado pelos governantes, em países de todos os continentes. Já esquecidos de Nagasaki e Hiroshima, os líderes políticos produzem o caos e usam o ódio como expediente de suas respectivas administrações. A tal ponto, que não temem a extinção da sociedade humana. O que a gripe espanhola, a AIDS e a covid-19 não conseguiram, tanto quanto a peste bubônica séculos antes, esses exterminadores buscam realizar. Seja fomentando a hostilidade entre países vizinhos em outros continentes, seja participando diretamente nos conflitos armados entre países ou facções, não importa onde, o fato é que há um processo político e social que ameaça a Paz - mais que isso, a Vida - na Terra. Algo demasiado grave, para atribuir os riscos a eventuais e meros desvios de conduta. Loucos, definitivamente, Trump e seus sequazes não são. Criminosos, cheios de ódio e dolo é o que merecem ser considerados. Curioso, no cenário de tragédia a que nos vamos acostumando, é a normalização da guerra. Como se ela fosse um fato da natureza, não o mais terrível e trágico produto criado na e pela mente humana. Daí, portanto, o conceito de crime de guerra. Como se o conflito armado, ainda mais nas proporções em que se vai construindo, não fosse em si mesmo o maior de todos os crimes. Hediondo desde sua inspiração, dispensa toda e qualquer outra consideração, relativamente ao que os belicistas e brutos de todo grau chamam danos colaterais. Tal forma de observar e comentar a guerra corresponde, portanto, senão ao aplauso, à cumplicidade entre os que a promovem, beneficiam-se e ameaçam a Vida no (e do) Planeta.

 
 
 
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