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Sempre que uma construção é construída, o esforço se volta à limpeza da área onde a obra foi realizada. Faltou cuidado aos que reconstruíram a vida política do País, após o tsunami autoritário de 1964. O lixo não foi removido e até notórios adversários do regime ditatorial não resistem à sedução pelo uso de parte do entulho remanescente. É assim que devemos ver o uso da Lei de Segurança Nacional, nestes tempos tão parecidos com o ontem. Toda vez em que um democrata se serve dela, legitima-a. A remoção não deve demorar. De quem se tem medo? É preciso responder a essa pergunta, Ministro Alexandre Morais.

 
 
 

Quem quiser conhecer melhor a qualidade da nossa elite empresarial ponha os olhos em Minas Gerais. Lá, nomes de realce no mundo dos negócios, Clésio de Andrade por exemplo, furaram a fila da vacinação, pagando R$ 600,00 reais pela dose dupla do imunizante. O laboratório de que dizem ter sido comprado o lote salvador dos empresários nega o fornecimento. Nome influente no setor de transportes, Clésio bem pode estar pensando em dar o nome de Caronte à empresa por ele dirigida. É no barco dessa personagem mitológica, conta a lenda, que viajam os mortos. Mortos não podem ficar o Ministério Público, a ANVISA e a polícia. A não ser que seus Cérberos (os cães guardiões do inferno), estejam ocupados com os condenados à morte e os que os defendem e tentam curar.

 
 
 

Parece ultrapassada a fase de simular armas com as mãos. Menos trabalho dá a mentira. Faltem vacinas, escasseie o oxigênio, careçam de leito os hospitais, língua e saliva resolvem a parada. Potrões passam por beneméritos, sacripantas transformam-se em heróis. Imagine-se se não houvesse gravação em vídeos!

 
 
 
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