top of page

Não é que se deva conceder às Forças Armadas a guarda da Constituição. Para os que prezam a democracia, basta que os servidores públicos fardados se submetam aos mandamentos da Lei Maior. Nada além disso. Incomoda, porém, ver a tentativa de atrelamento delas à pessoa do Presidente da República. Com a agravante de que este em momento algum se comportou segundo as exigências e imposições do cargo. As vozes dissonantes acabam postas de lado, como se viu em episódio recente. O fato é a identificação crescente das instituições militares com o governo, não com o Estado brasileiro. Palavras soltas ao vento não bastam para modificar a imagem arranhada.

 
 
 

Leitores, professores, indústria gráfica, editores, ilustradores e outras pessoas dotadas de inteligência sentem-se ameaçados. Os livros ficarão mais caros, caso sujeitos à tributação pretendida pelo governo. Às quase 340 mil vítimas dos abatidos em outra frente dessa guerra que poupa o vírus, juntam-se os restos de Gutemberg.

 
 
 

Adolescente, sempre que ia a pé para o Colégio Estadual Paes de Carvalho, atravessava toda a rua Riachuelo. No Centro de Belém, na rua estava instalada a maioria dos prostíbulos da cidade. Numerosos casarões acomodavam as pensões da zona do meretrício, como então se as chamavam. Ao saber e ao sabor do jantar presidencial do último dia 7 e dos comensais, veio-me à memória parte daquele tempo de ginasiano.

 
 
 
bottom of page