top of page

A serviço do Poder Executivo, o senador Fernando Bezerra Coelho não perde oportunidade para revelar seu governismo. Importa pouco integrar o MDB, partido de que o relator da CPI da covid-19 é um dos mais destacados líderes. Renan Calheiros tem posto em sua mesa, visível à plateia, presencial ou virtual, o número de mortos pela pandemia. O que basta para o líder governista exigir que seu correligionário ponha outro pequeno cartaz, com o número de vacinados. Alguém deveria lembrar que completaria o cenário outro também pequeno cartaz. Este traria o número estimado de mortes que poderiam ser evitadas, se o governo desejasse a Vida, não a morte: 210.000 pessoas.

 
 
 

A cara de pau é tamanha, que até um orador de comício eleitoral critica a politização da CPI da covid-19, ao mesmo tempo em que discursa como se estivesse em campanha. Com mandato outorgado pelos eleitores de Roraima, o senador Telmário Mota não só lia mal o texto que puseram na mão dele, como esqueceu que, na noite da véspera (segunda-feira), o Estado por ele representava era o único no vermelho, no mapa do consórcio de órgãos de comunicação que supre o vácuo deixado pelo governo federal. As demais unidades federativas estavam no amarelo (estabilidade) ou azul (em baixa).

 
 
 

Há quantos dias o amigo leitor não sente o gosto da carne? Qual será o alimento posto no prato dos que, fora dos 116,8 milhões de brasileiros, ainda têm pratos – e o que pôr neles? Quem sabe, mais uma vez imitando seu ídolo, poderiam encher a pança com um pedacinho de carne do gado japonês wagyu?! Talvez 350 gramas satisfariam a fome de toda a família. Presentes na mesa preparada pelo Presidente da República e sua mulher, no último domingo, os dois quilos da proteína consumida custaram apenas R$ 3.599,98. Pagos, adivinhem por quem?

 
 
 
bottom of page