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É PRECISO AMAR PARA TRANSFORMAR O MUNDO

Não é incomum o debate que envolve a reflexão sobre a existência da emoção em processos reivindicados pelo pensamento racional. A complexidade do pensamento exige essa discussão. Não é mais possível criar uma dicotomia como se fosse um conflito entre o bem e o mal.

Na verdade, essa fragmentação razão/emoção tem seu ápice na modernidade, com a ciência querendo o título de domínio de uma suposta racionalidade instrumental e objetiva.

O pensamento que dominaria a verdade e a colocaria a serviço do desenvolvimento humano foi instrumentalizado para gerar e justificar a dominação de novos impérios e nova classe social. O que era pra libertar, oprimiu dolosamente.

A razão da era moderna foi logo abrindo os braços para uma guerra mundial e para a criação de potências imperialistas dispostas a tudo para ampliar seu alcance. O mundo ocidental fez da nova verdade a sua religião e a ciência passou a se proteger no alpendre da igreja comteana.

Ora, com uma razão instrumental que apenas mudou de sujeitos é inexorável trazer à tona o justo desejo da paixão e de todas emoções capazes de iluminar o ser. A fragmentação razão/emoção não se justifica sem causar constrangimento.

Precisamos desafiar as velhas formas de pensar e abrir espaço para a construção de outros diálogos, capazes de criar novas expectativas de vida.

A emoção não pode ficar sob o manto da irracionalidade, se a razão foi incapaz de recriar o ser humano. É preciso tratar a paixão, o amor, a felicidade, o desejo como partes intrínsecas do pensamento moderno e de uma nova cosmovisão.

A sociologia já se desprendeu desse caminho pedregoso da razão pura e mergulhou no estudo da estética, não só como princípio da arte, mas fundamentalmente em referências às emoções.

Não é possível estudar a sociedade sem considerar os indivíduos e suas construções como seres sensíveis. A sociedade é construída da razão e da emoção. Ainda bem. Imagina um mundo somente da razão. Não seríamos gente, mas máquina, tal qual tenta nos fazer o capitalismo.

Para transformar o mundo, é preciso potencializar todas as emoções potencialmente transformadoras do ser.


Lúcio Carril

Sociólogo



Para Carril, a sociedade do futuro nasce onde razão e emoção deixam de ser inimigas.


Leia artigo do sociólogo no BNC Amazonas 📲





Não é incomum o debate que envolve a reflexão sobre a existência da emoção em processos reivindicados pelo pensamento racional. A complexidade do pensamento exige essa discussão. Não é mais possível criar uma dicotomia como se fosse um conflito entre o bem e o mal.


Na verdade, essa fragmentação razão/emoção tem seu ápice na modernidade, com a ciência querendo o título de domínio de uma suposta racionalidade instrumental e objetiva.


O pensamento que dominaria a verdade e a colocaria a serviço do desenvolvimento humano foi instrumentalizado para gerar e justificar a dominação de novos impérios e nova classe social. O que era pra libertar, oprimiu dolosamente.


A razão da era moderna foi logo abrindo os braços para uma guerra mundial e para a criação de potências imperialistas dispostas a tudo para ampliar seu alcance. O mundo ocidental fez da nova verdade a sua religião e a ciência passou a se proteger no alpendre da igreja comteana.


Ora, com uma razão instrumental que apenas mudou de sujeitos é inexorável trazer à tona o justo desejo da paixão e de todas emoções capazes de iluminar o ser. A fragmentação razão/emoção não se justifica sem causar constrangimento.


Precisamos desafiar as velhas formas de pensar e abrir espaço para a construção de outros diálogos, capazes de criar novas expectativas de vida.


A emoção não pode ficar sob o manto da irracionalidade, se a razão foi incapaz de recriar o ser humano. É preciso tratar a paixão, o amor, a felicidade, o desejo como partes intrínsecas do pensamento moderno e de uma nova cosmovisão.


A sociologia já se desprendeu desse caminho pedregoso da razão pura e mergulhou no estudo da estética, não só como princípio da arte, mas fundamentalmente em referências às emoções.


Não é possível estudar a sociedade sem considerar os indivíduos e suas construções como seres sensíveis. A sociedade é construída da razão e da emoção. Ainda bem. Imagina um mundo somente da razão. Não seríamos gente, mas máquina, tal qual tenta nos fazer o capitalismo.


Para transformar o mundo, é preciso potencializar todas as emoções potencialmente transformadoras do ser.


Lúcio Carril

Sociólogo

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