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Vida vence a morte

O regresso do que se espera sejam os últimos repatriados culmina importante e meritório esforço do governo brasileiro. Afora equivocada e atrapalhada manifestação do triPresidente Lula, não pode ser negado a ele e aos diplomatas brasileiros o reconhecimento pelos méritos de sua atuação. Nesse sentido, mesmo os setores que tentam desqualificar a conduta do governo hão de render-se às evidências. Não só pela confirmação da qualidade de nossa diplomacia, mas também pelo que ela marca de radical diferença do tônus humano e social entre o atual governo e o desgoverno que o antecedeu. Veja-se que ninguém, nem o mais ferrenho opositor mostrou preocupação com as despesas que a operação de resgate motivou. Também é passível de comparação a maneira como se comportam os governantes, se desejamos medir o grau de comprometimento deles com valores realmente humanísticos. Em passado bem recente, a despeito de seguir acelerada marcha para o esquecimento, era negado oxigênio a pacientes agonizantes. Agora, está-se diante de episódio que revela a distância entre os sentimentos em jogo. Fica fácil, então, estabelecer as diferenças e identificar os motivos de uns e outros. Isso não basta, porém, para estancar ou tornar menores as negociações e pressões para o cessar-fogo sobre Gaza. O êxito da missão de repatriamento em aviões da FAB é qualitativamente diferente de outros voos anteriores. Ocuparam agora os aviões daquela força apenas pessoas infelicitadas pela pior das empresas a que se pode dedicar o ser humano - a guerra. As roupas que puderam trazer era o mais que os porões das aeronaves transportaram. As drogas envolvidas nesses voos serão todas elas lícitas. E serão aplicadas nas unidades de saúde onde os viajantes recém-chegados serão atendidos. A Vida, mais uma vez, vencerá a morte. Em tempo de guerra, não custa insistir na defesa da Vida, custe o que custar.



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