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Interromper a ação dos quintas-colunas

As ameaças de Trump prosperam, porque em todos os países há aqueles que não têm compromisso com os interesses dos países em que nasceram. Voltados para benefícios de que eles, seus familiares, associados e cúmplices são os destinatários exclusivos, repetem os quintas-colunas, o nome pelo qual ficaram conhecidos os espanhóis que ajudaram Franco a matar seus próprios irmãos e conterrâneos. Foi durante a Guerra Civil espanhola (1936-1939), que acabou por colocar Franco no poder, quando apareceu a corja cuja traição não foi ainda erradicada do Planeta. Passados quase cem anos, o fenômeno se reproduz, envolvendo falsos patriotas, os mesmos capazes de inventar mentiras e tramar contra a democracia, dentro e fora do país que lhes serviu de berço. Antes, inspiravam o soba norte-americano à taxação absurda e despropositada de produtos oriundos do estrangeiro. Na expectativa de auferir os ganhos resultantes da traição, haveriam de encontrar meios alternativos, se a tentativa de intimidar e meter medo aos inimigos escolhidos por Trump não fosse adiante. A reação firme de muitos governos, como o do Brasil, se surpreendeu os que se acostumaram à subserviência e à traição, também se prestou à sua maléfica imaginação. Daí voltarem à carga, para que não se perdesse de todo o esforço que a firmeza e o patriotismo de terceiros pôs por terra. Continuam, portanto, a bajular chefes de estado e seus gurus, mesmo que isso constitua crime de lesa-pátria, exigente do mais veemente repúdio. È certo que em sua abissal ignorância não cabe a suspeita das consequências da aventura que pretendem ver posta em prática. Os quintas-colunas sabem a quanto pode levar sua ação irresponsável, porque criminosa e prejudicial ao povo de seu país. É preciso, por isso, que as autoridades públicas do Brasil usem a força da Lei e, dentro do devido processo legal, interrompam a trajetória delinquiente dos quintas-colunas.

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