Belicosos
- Professor Seráfico

- há 2 horas
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Tem-se tornado cada dia mais difícil enfrentar o dilema em que são postos os falsos democratas. Não apenas porque veem cair por terra a mentira que transformou a mais guerreira nação do Mundo como exemplo democrático a ser seguido. Concorre para desmoraliza-los a conduta do seu guru e atual líder, cujas decisões e ações desmentem a farsa e intranquilizam todos os povos. Não muito pior que alguns de seus antecessores, o que torna Donald Trump execrável é, paradoxalmente, sua única, ainda que trágica qualidade - ele é sincero. Não esconde de ninguém sua arrogância, brutalidade e seus mais perversos propósitos. Não obstante, ele encontra quem o bajule, cultue e siga. Não faltam falsos patriotas, em outros países, a incidir nessa repugnante conduta. O Brasil, como se sabe, não foge a esse comportamento deplorável. Alguns alegam suposto conservadorismo, como pretexto para justificar sua traição. Como se já não fosse uma evidente desumanidade pretender - pior, defender, estimular e promover - a desigualdade social com a qual convivemos. Nem os meios de comunicação fogem a esse comportamento. Aparentam indignação com a morte de crianças, ao mesmo tempo em que admitem legitimidade na guerra. Uma espécie de humanitarismo seletivo. Em que a causa - a guerra - parece legítima e sua inevitável e desejada consequência - a morte de seres humanos - é considerada dano colateral.

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