Vai-se mas fica
Enquanto um só sobrevivente guardar a memória do outro que partiu, este permanecerá vivo. É disso que se faz a História.
Há décadas tenho notícias de SÉRGIO VIEIRA CARDOSO. Primeiro, como dos mais talentosos e criativos artistas que o Amazonas já produziu. As formas de ver o Mundo e as genrtes que o habitam fez-me reconhcer nele um militante do qual passam distantes bandeiras comprometidas com determinado segmento, social ou profissional, religiosa ou ideológica. Porque múltipla era a capacidade do artista, múltiplas também foram as formas de expressão com que trazia aos seus contemporâneos seu modo de perceber a sociedade e o Planeta. Seu discurso não frequentava tribunas ou púlpitos. A expressão artística multifacetada se encarregou de fazer de SÉRGIO um dos mais perspicazes observadores das relações sociais e do ambiente do qual se destacavam pelo talento, pela criatividade, sobretudo pela permanente preocupação com o que ainda resta de humano nos que se consideram animais superiores. Membro da Academia Amazonense de Letras, SÈRGIO também desempenhava papel oficial, como membro da Procuradoria Geral do Estado. Sua dedicação aos assuntos específicos da carreira jurídica, no entanto, longe de afastá-lo da observação e participaçáo da e na vida dos amazonenses, os manauaras sobretudo, levou-o a usar de todos os meios que sua rara e lúcida inteligência entendeu capazes de levar seus sentimentos e compromissos ao conhecimento dos seus leitores, espectadores - enfim, admiradores. Mais recentemente, foi maior a proximidade com o inesquecível artista, que começara a produzir um documentário sobre a vida do editor dste blogue. Interrompe-se aqui a generosa iniciativa do novo velho-amigo, sem que se rompa o que a memória reterá dele. Vai o homem, fica a obra! Ficam mais pobres inúmeras comunidades de artistas e juristas, justamenrte pesarosos. Que em nossos corações e cérebros permaneçam a vida e a obra de SÉRGIO VIEIRA CARDOSO!


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