O duelo
Imagine-se a cena de um duelo clássico, como os que décadas antes vimos, projetado nas telas dos cinemas brasileiros. Com abundância, Holywood proporcionou prazer, alegria, irreverência, em salas de projeção espalhadas m 00undo afora. Os chamados westerns garantiram lucros fabulosos e celebridade a diretores, atores, produtores e estúdios. Era comum verem-se na tela os inimigos, cada um com o abdome enrolado em largo cinturão de couro, coldre destacando-se à direita e à esquerda dos contendores. Postos de costas, um e outro quase tocando-se pelas nádegas, cabia apenas esperar que o juiz desse a ordem para iniciar-se o duelo. Antes, os atiradores distanciavam-se, um e outro andando alguns passos à frente. A ordem do juiz fazia-os voltar-se, ficando um frente ao outro. O mais ágil sacaria primeiro seu revólver, geralmente conseguindo no seu primeiro 1tiro derrubar o inimigo. Se a probabilidade de transformar essa cena trágica em algo hilário, talvez o western spaghetti o tenha feito. Nada garanto, a respeito disso. Sei, porém, de cena absolutamente hilária, quando o vereador depois senador Fábio Lucena desafiou Carlo de Carli, ao memorável enfrentamento que não houve, a Igreja de São SebastiáaÁão, o monumento à abertura dos portos e o Teatro Amazonas como testemunhas. Se me contassem ter-se reproduzido o cenário, no frustrado debate entre os candidatos à Presidência, imaginei o que os expectadores veriam: dois atiradores, as nádegas tocando-se, sairiam em velocíssíma carreira, em direções opostas. Duvido que algum expectador deixasse de rir...


Comentários