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Um dos...

Há políticos cujo cinismo chega às raias do absurdo. Parece não lhes restar, sequer, o mínimo de bom senso, quando se trata de manter espaço onde pensam frutificar sua conduta patética e irresponsável. Os frutos, quem saberia dizer deles, senão os próprios interessados? Ainda ontem, o deputado Hugo Motta refutou, sem que um só dos músculos da face tremesse, a hipótese de golpe de Estado, no terrorismo praticado em 08 de janeiro de 2023. Pior, o recém-eleito Presidente da Câmara dos Deputados fecha os olhos a tudo quanto tem sido apurado, no indispensável e devido processo legal. As tratativas, negociações, encontros, reuniões, ações e documentos que embasam as decisões judiciais e que ainda levarão à condenação de outras, de tão evidentes, fazem do deputado paraibano uma figura execrável. Mais, ainda, por atribuir a responsabilidade dos atos terroristas (sucessivos, desde o dia da diplomação do Presidente Lula), aos fanáticos que seguem a liderança do ex-Presidente da República. É difícil admitir que Hugo Motta seja dado ao prazer e ao aprendizado que a leitura proporciona. Em todo caso, é certo que não terá lido qualquer das obras saídas da pena de Agatha Christie. A romancista afirmava que a melhor maneira de chegar à autoria do crime é perguntar a quem ele beneficia. O ingênuo (quá, quá, quá...) deputado finge ignorar tudo, inclusive que muitos dos supostos beneficiários da segunda fila já abriram o bico. Sem que tenha sido usada contra eles a tortura, tão louvada pelos que não toleram a convivência democrática. Hugo Motta ganha lugar de destaque, agora, nessa triste galeria.

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