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Sejamos lógicos

Há quem pense que a balbúrdia política com que convive o Brasil é fruto de equívocos ou descuido dos que governam. Quando pretendem usar certo polimento que não lhes é próprio, arrimam-se em fatos históricos há muito superados. Não se dão o trabalho de analisar sequer, o processo social que justifica, confirma, supera e torna o hoje diferente de ontem. Esse mesmo processo produzido pelo confronto das forças sociais, todo o tempo. Afinal, o futuro é obra construída dia-a-dia. Um desses fenômenos de fácil observação relaciona-se à absurda convivência dos poderes republicanos - Executivo, Legislativo e Judiciário - com o Banco Central autônomo, investido de soberania que a Constituição não ampara. As atuais quesílias entre o triPresidente Lula e o neto de Roberto Campos ilustram essa impropriedade, cujos danos para o País e seus habitantes são inevitáveis. A solução não é muito difícil, se não nos falta compreensão do significado do sistema republicano. A permanecer a repulsa pela divisão tripartite do poder, melhor seria substituir a eleição do Presidente da República, pela escolha, por voto popular, do Presidente do Banco Central. Seria decisão mais lógica, por isso mais inteligente.

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