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Resistência ao caos

Desde jovem, entendi que os grandes reformadores, mesmo os revolucionários, não se comprazem da morte. Porque amam a vida e amam o próximo, muitas vezes são capazes até de matar algum semelhante. Não, porém, porque esse é um desejo ou vocação que, impedida de realizar-se, leva à infelicidade. É diferente com os que produzem o caos, porque esse os incomoda e fá-los sofrer. Por isso, observo que reformadores e revolucionários não têm sido os que dispararam o primeiro tiro. Consultem-se numerosos compêndios de História, e neles sempre se verá que a repressão é privilégio dos que não desejam a mudança - qualquer mudança. Aferram-se eles a seu egoísmo exacerbado e à sua perversidade exagerada, para repelir tudo quanto ameaça sua confortável e irresponsável condição material (só esta, quase sempre!). Daí, o entendimento de que, sendo a sociedade obra de todos, os que acumulam dinheiro, também acumulam poder. Este, frequentemente exercido sob formas sutis e enganadoras; outras formas, nem tanto. O caos, por exemplo, é o caldo de cultura mais favorável e útil à propagação do ódio, do qual decorre fenômeno que todos dizem rejeitar, ao mesmo tempo em que é por eles mesmos utilizado. Os atos terroristas de 08 de janeiro e seus antecedentes, mais o de 13 de novembro último, dizem mais do que podemos supor como resultado das primeiras investigações. Impossível esquecer o 11 de setembro de 2001, quando terroristas muçulmanos derrubaram as chamadas torres gêmeas. Ao longo dos primeiros meses subsequentes ao atentado, soube-se que os comandos terroristas aprenderam a maléfica arte em escolas norte-americanas. De lá para cá, reproduziram-se atentados terroristas em outros lugares, muitos deles igualmente atribuídos a profissionais do terror, formados nas mesmas escolas em que Bin Laden aprendeu. Todos eles pretendiam, com seus atos, servir a um Senhor que lhes daria mil virgens, para deleite e prazer. Ora, se até o ser superior a que certo tipo de gente alega obediência e amor, pode inspirar alguém a matar seu semelhante, como esperar que o clima de ódio e preconceito conduza a sociedade pelos melhores caminhos? De ganho para os seres verdadeiramente humanos, o caos pretendido e frustrado apenas serve para mostrar quão hipócritas os que aplaudem em surdina os agentes da morte, sem interromper sua participação no processo que busca desorganizar a sociedade, dividir os societários e tirar proveito disso. A primeira bala, jamais esqueçamos, sempre parte dos que defendem o status quo. Eles são os que os - privilégios e bala - detêm. Às vezes, junto com mandatos parlamentares. Outras, com ações na Bolsa.

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