Pobre desconfia
- Professor Seráfico

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Desnecessário ir além da audiência da conversa do senador fluminense com o aventureiro que passou por banqueiro, para avaliar sua conduta. É certo que ainda não se terá chegado ao máximo da falta de pudor do zero-dois-à-esquerda, embora já esteja marcado ponto importante na trajetória abjeta e ominosa da personagem. O ex-futuro candidato à Presidência, em menos de uma semana reforçou algumas das mais graves acusações que contra ele - e seus familiares, por sangue ou convívio - têm sido feitas. Milicianos, pistoleiros e outros praticantes contumazes de ações antissociais de toda ordem constituem os ambientes no qual ele sempre viveu. Como a sabedoria popular diz, não seria a asquerosa figura quem desmentiria o dito popular. Isso explica ele trazer à praça os hábitos de casa. Sem faltar, inclusive, a confissão que desmentiu a mais recente fake-news de que se valera. Hoje, todos sabemos que o pedido de dinheiro levado a Daniel Vorcaro teve outros atos preparatórios, inicialmente e grosseiramente desmentidos pelo esmoler. Não se mede a condição de humilhado pedinte pelo traje, mas pela miséria moral de que ele é portador. Quase às lágrimas, o mendigo moral tentou arrancar parte do que o presidiário lhe daria, sem ser aquela a última parcela da esmola prometida. Como a miséria física pode ocupar mente e corpo de uma pessoa digna, a miséria moral convive com a riqueza material, não raro deixando-a imaginar-se rico, com todos os vícios que compõem a índole desses indivíduos. Se fosse um pobre material, o ex-futuro candidato usaria em seu proveito a sentença popular: de esmola grande, o pobre desconfia.

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