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Os de sempre

Ao longo da História, a estupidez humana se manifesta, como interessada em dar conta de que o conceito de humanidade não se pode deixar enganar pelas aparências. São seres vivos assemelhados na aparência ao que chamamos pessoas ou seres humanos, os que dão mostras da inválida aplicação do termo a eles mesmos. Agentes das ações próprias dos animais que consideramos inferiores, com eles porfiam, no uso de expedientes e ações dignas dos mais brutos dos seres vivos. Nesse caso, não me refiro apenas à sociedade brasileira, eis que há poucas diferenças entre ela e as demais sob o sol, em todos os continentes. Algumas chegam a tal ponto de degradação no sentido da humanidade, que acabam por deixar-se enganar sob o pretexto de estar indignadas. Curiosamente, a indignação pretextada usa de práticas e meios indignos (e desumanos) como resposta ao que consideram condenável. Não é de hoje a opressão, ocorra onde ocorrer, fazer-se acompanhar de métodos opostos aos que deveriam defender e pôr em prática, se algum compromisso minimamente digno os motivasse. Ora são os autoproclamados crentes desafiando a honradez e a lição atribuídas em palavras aos de que se confessam discípulos e apóstolos, ora tentam fazer-se passar por democratas, quando negam a todo instante qualquer simpatia pelo diálogo e o argumento. Apostam todas as fichas no poder físico, respondendo a todo e qualquer incômodo com a força do poder, as armas aí incluídas. É disso que vem sofrendo as comunidades capazes e - diga-se a bem da verdade, nem todas - empenhadas em defender pontos de vista e propostas contrárias aos interesses que, sem argumentos, apostam na força bruta. A Universidade do Amazonas, cujo campus tem sido visitado por simulacros de seres humanos, não foge à regra. Nem se exclui dos territórios em que os homoranas destilam seu ódio, à falta de entendimento minimamente humano das tarefas e compromissos essenciais ao fazer acadêmico. Por isso, a UFAM, como se tem visto em tantas outras instituições voltadas à produção do conhecimento e à promoção do bem-estar social, sofre a maléfica ação dos invasores. Invasores, diga-se, inaptos ao exercício democrático, talvez até por se assemelharem aos ancestrais do homo sapiens que dos membros da comunidade humana. Como quase n=m uma só das ações por esse tipo de seres vivos praticada se ajusta à ordem jurídica, dar-lhes o tratamento por esta previsto é o que de melhor há a fazer. Entregar à Polícia, depois ao Poder Judiciário, os agentes sub-humanos das agressões e cobrar rigoroso e devido processo legal é o que se tem a reivindicar. Não como um favor, mas como uma exigência republicana e democrática. Pelo menos alguns desses brutos não perderão a oportunidade de aprender uma lição. Se forem capazes de aprender algo.

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