Como de costum
- Professor Seráfico

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Qualquer iniciativa de pessoa ou grupo sempre sob suspeita, gera expectativas e previsões desanimadoras. Nada que possa ser chamado preconceito, porque é da experiência que resulta a formulação e a consolidação do conceito. Quando a sabedoria popular disse que o cesteiro que faz um, pode fazer mil cestos, estava apenas dizendo toscamente do papel da experiência, base da qual emergem até as leis cientificas. Propostas do centrão e a conduta de seus integrantes, brasileiro nenhum põe em dúvida. Sempre, olhando como negativo tudo quanto parte dele - por um só dos integrantes, por pequeno grupo deles ou, mesmo, pelo total dos que o integram. Sabe-se, ao primeiro anúncio, quais os interesses a que servem. A esses herdeiros ideológicos e intelectuais do coronel de barranco, importa sempre sugerir benefícios para eles mesmos ou para seus aliados. Não raro, supridores de recursos para a obtenção do mandato parlamentar. Ainda agora, 176 desses inacreditáveis políticos acharam de propor, na contramão da História e em vergonhosa afronta à inteligência humana, a ampliação da jornada de trabalho. Quando a sociedade se mobiliza para ver derrubada a fórmula 6 x 1, os membros do centrão estendem para 52 horas semanais de trabalho. Passam, claramente a constituir a câmara de repercussão dos interesses de certa parcela - quem sabe a maioria - do patronato brasileiro, tradicionalmente hostil a tudo quanto possa estancar a desumana exploração a que são submetidos os responsáveis por seu enriquecimento. Essa, porém, é conduta rotineira. A mesma que tentou evitar a criação da CLT, do salário mínimo, do FGTS, do 13° salário.

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