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Os que faltam no banco

Agora, tornada explícita a traição de um quase-ex-deputado federal brasileiro e sua subserviência ao governo norte-americano, o mínimo que a sociedade brasileira há de cobrar das autoridades é o rigor nas ações que poderão impedir a prática de crimes para o qual a vergonhosa aliança opera. Rigor e urgência, é melhor dizer. Frustrado o plano golpista em janeiro deste ano, percebe-se com facilidade ainda não terem desistido os falsos patriotas e democratas de suas abjetas intenções. A manifestação de suas intenções, ao invés de cessar, continua afrontando o Estado Democrático de Direito, e tentando anular as provas contundentes produzidas pelos próprios réus ora no aguardo de sua condenação. O réu em situação mais grave, a despeito de portar tornozeleira eletrônica, porta-se como se esperasse alguma intervenção do governo dos Estados Unidos da América do Norte, para mais uma vez pôr-se fora do alcance da Lei. A leniência (quem sabe a cumplicidade) que o fez nada sofrer pelo envolvimento em atentado terrorista que faria explodir o sistema de abastecimento de água da cidade do Rio de Janeiro, responde pela recalcitrância. Ato inaugural pelo menos do conhecimento público, de sua vida dedicada ao crime. O resultado foi sua exclusão das forças armadas. Tal exclusão, com evidente sabor de prêmio, também alimenta o ódio de que ele é tomado a tudo e a todos os que lhe desagradam. Dize-lo vítima de alguma perturbação mental, como alguns o fazem, é deixar por menos a gravidade dos atos que tem praticado, ao longo das últimas décadas de sua perturbada e perturbadora vida. Quanto mais próximo está o momento de fazê-lo recolher a uma penitenciária, mais aumenta a responsabilidade das autoridades policiais, da segurança nacional e do Judiciário, por interromper e impedir o curso da maléfica trajetória, dele e dos seus seguidores. Se há uma questão de honra tão presente, esta será, agora, a de acionar todos os setores competentes dessas funções de governo e, com os rigores que a Lei determina, submeter ao devido processo legal os que ainda não foram levados ao banco dos réus. Precisa chegar o dia em que delinquentes de toda natureza não se sentirão tão certos de sua impunidade.

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