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O terror bate à porta

As primeiras decisões do novo relator do processo que envolve o aventureiro Daniel Vorcaro tem tudo para sacudir o ambiente político. Desde membros do parlamento identificados como a bancada de Vorcaro, até integrantes do Poder Judiciário. A substituição do Ministro José Antônio Toffoli por André Mendonça pode levar a consequências constrangedoras, não sendo descartável dentre essas certo efeito bumerangue. O que tem grande probabilidade de confirmar, na prática, a credencial que pavimentou o caminho da alta corte, para o atual relator. O fanatismo religioso (só fanáticos praticam o terror) foi o fundamento da nomeação de André Mendonça, como o disse seu patrono. A primeira vítima não poderia ser outra, pelo que fez e pelo que deixou de fazer, Toffoli. Nem pode ficar muito à vontade o substituto dele, sócio de empresa, como alguns outros integrantes do excelso tribunal.

Por enquanto, sua terribilidade consistiu em entregar à Polícia Federal o que é dever dela investigar. Sem sigilo, como determinara o antecessor. André Mendonça, porém, se viu forçado a confessar participação em negócios alheios ao Judiciário. E a prometer aplicar todos os lucros doravante recolhidos, em obras sociais. Qual o grau de constrangimento por ele experimentado, ainda não se sabe. Quem tem alguma curiosidade a respeito do terror, muito aprenderá, se ler algo sobre certo período da Revolução Francesa. Em especial, se quiser saber o que aconteceu a alguns dos líderes do terrorismo, cujas cabeças rolaram após a ação do aparelho criado pelo dr. Guillotin.

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