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O peso da subserviência

O ESPAÇO ABERTO deste blog, hoje traz mais um dos bem-elaborados e fundamentados comentários de Roberto Amaral. Desta vez, ele trata do preço pago pelos países, quando grande parte de sua elite corresponde ao que Nélson Rodrigues chamou complexo de vira-latas. Sob o título O preço da subserviência ideológica, Amaral ilustra com a conduta de jornalistas, durante entrevista concedida pelo ex-chanceler Celso Amorim, faz poucos dias. Na busca de pretextos para atribuir a culpa do tarifaço de Trump ao governo brasileiro, como solicitado pelos traidores do País, alguns dos entrevistadores não fizeram mais que repercutir a posição de entreguistas de ontem e de hoje. Obrigatoriamente, e com base em registro encontrado em qualquer livro de História do Brasil que pretenda ser levado a sério, Roberto Amaral cita episódios de que o general Juracy Magalhães e Vicente Rao (chanceler sob Café Filho) são protagonistas. Da boca de ambos saíram declarações agora ratificadas, como revelação da durabilidade dos valores e das preferências ideológicas que se pensava alteradas com a derrota militar do Eixo e do nazifascismo, na Segunda Guerra. A jornalista Malu Gaspar também foi citada pelo articulista, mas é certo que ela não está só. Muitos de outros dos seus colegas participam da mesma crença subserviente, um peso a acrescentar às dificuldades que o atual governo encontra para levar a bom termo as providências que poderão mitigar as péssimas consequências do desespero de um pretenso imperador que vê - e ajuda - seu império no caminho da ruína. Ninguém no uso de sã consciência e plena sanidade mental, imagina que tudo sairá como o governo e a grande maioria dos brasileiros deseja. Obstaculizam o alcance dos objetivos governamentais a voracidade dos que se acostumaram a terceirizar os prejuízos e riscos corridos por quem deseja lucrar, o fingimento dos que se recusam a enxergar a realidade em que vive a grande maioria da população, a que se juntam os quintas-colunas e seus porta-vozes. Nunca será demais lembrar que Donald Trump se vem utilizando de um traidor que ostenta (triste e trágica ironia!) um mandato popular. Pior, que busca no apoio eventual e descartável quando isso se revelar oportuno para o ditador norte-americano, apenas livrar o pai, ele mesmo e alguns outros membros de sua famiglia da persecução penal que a trajetória do grupo faz exigível. Ainda bem que isso tudo também pesa na responsabilidade dos membros do STF aos quais caberá dizer do destino deles e das centenas de seus asseclas. Leiam Roberto Amaral, por favor! É possível que muitos dos que o fizerem chegarão a juízo mais adequado de suas próprias reponsabilidades e do dever de engajar-se dentre os que pretendem impedir o retorno dos valores que as armas não conseguiram superar, em 1945.

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