O destino nas mãos
Quando as cidades brasileiras acolhiam multidões para resistir à onda fascista, em países de outros continentes não eram menores os protestos. Na França, repetiu-se fenômeno parecido com o que em 1968, sacudiu o Mundo. Somaram-se, depois, as caminhadas e os protestos de multidões, na Espanha, Grécia, Sérvia e outras nações. De todas, porém, a mobilização mais festejada e à qual a comunidade mundial atribui maior importância é a que interrompeu, no Brasil, a anunciada tragédia da direita. Nada menos que o reconhecimento do Brasil como dos mais influentes protagonistas no cenário político internacional. Com a coincidência em relação ao anúncio do FMI - 2027 marcará a reconquista de posição febre as 10 nações mais ricas e poderosas do Planeta. Isso não é obra do acaso, nem posição que possa ser alcançada sob governos autoritários e inspirados pelos (des)valores que orientam a direita. Aqui e alhures. Vai-se, assim, confirmando o brado que tem sido repetido por multidões postas nas ruas do mundo: o povo unido jamais será vencido. Com a vantagem de sugerir a inversão de conhecida máxima. Que acaba por tornar-se mínima, quando se pode dizer contra a resistência não há força capaz de dobra-la. Nunca o destino mostrou-se dependente da reação e da vontade da maioria. Também nunca se impôs tanto o respeito à minoria, que só a democracia garante. Como se fosse um item higiênico para ser usado pelos cidadãos. Sobretudo, quando forçam os ratos a pegar o beco.


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