Humanitarismo e sub-humanos
Nestes tristes tempos de que somos testemunhas e protagonistas, ocorrem coisas que desafiariam Beckett e Ionesco. Chegamos ao absurdo paroxîstico. Os que mais desrespeitam os direitos humanos são os mesmos que clamam e imploram pelo benefício que negam aos que com eles não concordam. Tudo em nome de uma liberdade fictícia, distante da veracidade por eles mesmos proclamada. Dois desses patéticos protagonistas, pai e filho juntam sua essência (i)moral e oferecem à sociedade dos animais superiores a condição quase-humana de que são portadores. O desfrute do primeiro - mísero desfrute! - consiste em cumprir pena decorrente de crimes por ele mesmo praticados e liderados, em sua própria residência. Razões humanitárias - ironia das ironias! - justificam esse prêmio a quem construiu carreira no submundo do crime. Tal pai, tal filho! Hoje, é o zero mais importante dessa abjeta ascendência quem recebe, de outro dos seus semelhantes sub-humanos, tratamento humanitário, retirado do que resta de traço de humanidade no monstro chamado Donald Trump. Tal manifestação é expressa em hospitalidade que se sabe provisória, como a autoriza a folha corrida do anfitrião. Se do pai do político derrotado é impossível esperar conduta diferente, a fidelidade à falta de bons princípios e boas práticas apenas confirma o que a sabedoria popular sentencia: filho de peixe...


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