O caos como objetivo
Mal completadas as 17:00 (Brasília), aconteceu o que se esperava, quanto à condução das eleições. Que o beneficiário dos favores (turísticos, eróticos e financeiros) de Daniel Vorcaro usaria sua toga para melar o pleito, qual dos brasileiros bem-informados duvidaria? Do caos é que se tem alimentado a extrema direita, Mundo afora. Já não basta indicar o objetivo buscado pelos beneficiários do caos, a partir dos interesses em jogo. Não é só a conquista de um mandato - para tornar-se presidente, como Lula; ou ditador, como o miliciano Flávio - que transpareceu durante toda a campanha eleitoral. Se, para o Presidente que busca a reeleição a conquista do quarto mandato presidencial era o objetivo, para seu adversário a im(p)unidade penal era o móvel de sua candidatura. Mais que qualquer outro brasileiro, ele sabe quanto deve às autoridades policiais, judiciais e penitenciárias. Aos primeiros cabe a custódia dos registros das acusações feitas durante toda a vida adulta do candidato. Procedimentos legais exigem o envio desses registros ao Ministério Público que as remeterá ao Poder Judiciário. Aí então, recebida a denúncia, o réu há de ser condenado ou absolvido. Como é abundante o rol de ilícitos praticados por Flávio Rachadinha, alguns dos processos levarão à sua condenação - se não todos. O bastante, porém, para dar trabalho aos administradores penitenciários. Quando no governo, o ex-presidente hoje presidiário condenado após o devido processo legal usou a Polícia Rodoviária Federal, na tentativa de impedir a derrota inevitável. Seu filho, agora, conta com a cumplicidade de um magistrado posto na mais alta corte de Justiça do País, com a mesma e oprobriosa finalidade. A crise do Poder Judiciário enriquece, assim, seu cabedal de péssimos exemplos. Daí, a necessidade, urgente e inadiável, de promover a distribuição da Justiça, dentro da própria causa. Antes que possamos incriminar todos os membros do STF e atribuir àquele Poder os vícios e desvirtudes que caracteriza boa parte dos que lá têm assento.


Comentários