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Limpeza de área

Muitos dos que sabem ler nas entrelinhas já captaram o verdadeiro sentido das mais recentes declarações do ex-capitão tornado inelegível e às vésperas de tornar-se réu. Suas bravatas parecem substituídas pelo pavor que tem de ser preso. Tão consciente ele está de que foi autor de uma série de crimes, que suas declarações são prestadas com nítido sabor de confissão. Agora, e só agora, ele se dá conta da existência de embaixadas de países estrangeiros e das múltiplas funções de que elas desempenham. Terá percebido, então, que lá não se abrigam pessoas dispostas a levar adiante as mensagens degradantes e autoritárias, além de mentirosas, que ele pretendeu impichar a seus integrantes, a respeito das urnas eletrônicas. E, mais grave ainda, sobre os resultados legítimos que tais equipamentos registraram, nas eleições de que ele saiu derrotado. Embaixadas servem também para dar asilo aos que, comprovadamente envolvidos na trama golpista e na tentativa de triplo homicídio, se sentem levados à fuga. Acostumado a infringir desde a Constituição até os regulamentos de órgãos de fiscalização e controle, o iminente réu prefere arriscar-se a ser objeto da persecução policial cabível à Interpol. Mais que todos os outros implicados e indiciados, ele sabe o alcance de seus atos e praticamente desiste de pôr em risco a competência e a credibilidade dos profissionais da advocacia. Para estes, se há a oportunidade de ganhar o justo e legítimo recebimento de honorários profissionais, ela traz consigo a hipótese de ver baldados todos os esforços para tornar o líder da trama golpista e do propósito (repetidamente declarado) de matar os que o incomodam, indesejável e potencial cliente, um cidadão inocente. Já não há ouvido capaz de absorver a mentira tantas vezes proclamada, de quem, comprovadamente flagrado em situação suspeita, alega ser perseguido político. O réu potencial é perseguido, sim! É objeto, não vítima, daquele tipo de constrangimento que a persecução judicial impõe aos que se tornam marginais. Não seria dele, porém, que qualquer cidadão informado receberia esclarecimentos sobre a diferença entre uma coisa e outra - o perseguido politico e o procurado pela Polícia e pela Justiça. O primeiro caso corresponde, por exemplo, à situação da vereadora Marielle Franco, do engenheiro paulista Rubens Paiva e do jornalista Wladimir Herzog. O caso do iminente réu e potencial condenado o iguala a tantos outros, envolvidos em crimes da mais variada tipicidade. Esses, sim, objeto da persecução policial e judicial. Com a descoberta do indiciado-mor, e sua preocupação com a virtual condenação, trata ele de buscar caminho dotado de enorme sentido humanitário, ao revés de suas reiteradas ações e crenças. A Hungria, a Turquia, os Emirados Árabes e a Arábia Saudita (mesmo sem receber de volta as joias ofertadas ao governo brasileiro), os Estados Unidos da América do Norte, A argentina e a Venezuela (sim, por que não?) talvez abram suas portas ao novo exilado. Até que a Interpol exerça o papel sanitário que lhe cabe.


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