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Intriga só

Atualizado: 14 de mai. de 2023

Em longo artigo, o jornalista José Roberto Guzzo representa papel desprezível, arriscando sua fama e experiência. Publicado na Revista Oeste, ele mostra ignorar fenômenos políticos e jurídicos inadmissíveis até nos focas. (Foca era o nome que se dava aos novatos nas redações dos jornais impressos no século passado). Por isso, faz que não sabe como funcionam os três poderes republicanos. Ataca o Ministro Alexandre Moraes, como se as prisões determinadas por ele não fossem pedidas por outros, que não o próprio membro do STF. Sabe todo calouro de Direito que o Poder Judiciário não tem a iniciativa do processo. O jornalista faz questão de omitir isso. Omitir, sim, pela absoluta impossibilidade de essa circunstância ser por ele ignorada. Como ele finge desconhecer as razões pelas quais centenas de pessoas foram presas, mais tarde tornando-se rés. O jornalista dá a impressão de que no dia 08 de janeiro estava em Marte, na Lua, sabe-se lá onde... Só isso explicaria o ar de santidade e inocência que ele atribui aos envolvidos nos atos terroristas e nos delitos que os antecederam. J.R. Guzzo vai mais longe e valida as ofensas ao Estado Democrático de Direito praticadas pelo coordenador-acusador-operador-julgador da Operação Lava Jato. Ao contrário, louva-o e tenta comparar as decisões ofensivas de Sérgio Moro com o devido processo legal presidido pelo Ministro Alexandre Moraes. Se há algo que se possa dizer sobre a verborrágica manifestação do jornalista, a palavra adequada para caracterizar seu texto é intriga. São centenas de linhas escritas na tentativa de jogar um poder contra os outros. Graças a essa intenção, ele não se envergonha de lançar suspeitas sobre seus colegas (?) cuja opção profissional é a defesa da Democracia e da decência.

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