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Exaltados e humilhados

Seguindo sua rotina e agenda pessoal, o arrogante e truculento Presidente dos Estados Unidos da América do Norte desta vez não obteve o mesmo resultado

midiático do encontro com seu lugar-tenente Wolodmir Zelensky, da Ucrânia. A tentativa de submeter Cyril Ramaphosa à igual sessão de humilhações não prosperou. Menos pela desmoralização total dos maus modos de Donald Trump, que pela distância mental e intelectual que o separa do africano.

O Presidente Ramaphosa nem precisaria dizer uma só palavra, para destruir a irresponsável e maldosa acusação do genocídio dos brancos da África do Sul. Ramaphosa levou com ele um grupo de representantes dos descendentes dos africanners, que o abrutalhado fingiu ignorar. Mais uma vez gerou-se matéria ilustrativa do que dizia Tancredo Neves, sobre a esperteza (expediente usado pelos que se sabem dotados de baixíssimo nível de inteligência): quando é demasiada, engole o dono. Assim, Donald Trump não conseguiu mais que dar uma oportunidade de mostrar-se incapaz de merecer qualquer consideração ou mérito que justifique ser elogiado. Mostrou, sim, a indigência de sua mente, provocadora de situação humilhante, sempre que pretende impor sua enlouquecida ambição a governantes estrangeiros. Se ele tem a capacidade de aprender alguma coisa, que guarde a humilhação a que o levou o encontro com Cyril Ramaphosa.

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