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Censura coerente mas confusa

Aumentam as críticas a Lula, porque ele falou mal do Congresso. À guisa de censurar o Presidente da República, pela língua sempre solta dele, a despeito de suas dificuldades anteriores no uso desse importante órgão do corpo humano, o Estado de São Paulo refere-se a pronunciamentos recentes de Lula. O mais importante, que motiva o presente comentário, diz respeito à imagem que o Presidente tem do Congresso, de resto a reiteração do momento em que ele dizia existir no Congresso uma quantidade expressiva de picaretas. Agora, Lula lamenta a má qualidade da representação popular na Câmara dos Deputados. Essa, pelo menos me parece, é opinião compartilhada com grande parte dos eleitores e contribuintes brasileiros. Ainda recentemente, multidões ocuparam as ruas das principais cidades do País, para resistir à PEC da bandidagem, com que os parlamentares desejavam ampliar seus privilégios, desta vez, de forma mais abusiva que em ocasiões pretéritas. O próprio jornalão dos Mesquita aplaudiu a mobilização e a mais destacada das consequências dela: o recuo dos pretensos beneficiários de mais um frustrado golpe nas instituições democráticas. Não há, propriamente, incoerência na crítica feita a Lula, sobretudo considerando que é frequente o Presidente deixar-se levar pelo entusiasmo incontrolado, acabando por dizer o que não deveria ter dito. No caso ora comentado, primeiro, porque malhou em ferro frio; a maioria dos brasileiros tem a mesma imagem dos que os dizem representar. Em segundo, porque não se sentem, como eleitores, igualmente comprometidos com as ações e propostas dos que levaram ao Congresso. Haveremos todos de concordar, porém, que nas duas Casas do Congresso não há quem não tenha votos, mesmo se considerarmos frequentar as duas cuias um bom número de suplentes. Pergunte-se aos eleitores se tais companhias  (más, muitas vezes) são levadas em conta, quando escolhem seu preferido. O Estadão poderia conter seu comentário e sua censura a Lula à inoportunidade da afirmativa do Presidente, jamais ao conteúdo dela. A não ser que no seu balanço particular da conduta dos representantes eleitos estes pareçam ter mais qualidades que vícios. Este não me parece o caso.

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