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Bombástico

27 de ago.
2 min de leitura

A rede Globo entrevistou, ontem, o terceiro dos candidatos à Presidência da República. Desta vez, foi o ex-aluno de Direito que abandonou o curso sem conclui-lo, Renan Santos. Seu partido, pelo nome, insinua sentimento religioso ou militar, mais que vocação minimamente civilizatória. Como tantos dos outros que se sentiram no passado e os que hoje ainda se sentem escolhidos pelas divindades, Renan apresenta-se portador de mensagem missionária, não proposta viável do governo de uma nação marcada pela diversidade e por vergonhosa desigualdade. Nem se dê muita importância a dois traços que o fazem aparentemente diferente dos que o antecedreram no encontro com os jornalistas Renata Vasconcelos e César Tralli - a voz assemelhada a de um dublê e a ostensiva ansiedade. Adepto das políticas de segurança desumanas de El Salvador, Renan diz ignorar as atrocidades que todo o Mundo já conhece, embora cite números do que ele considera sucesso do governo de Bukele. Para logo afirmar que prefere ver correr o sangue dos bandidos, não das vítimas. Desde que - isso ficou claro - seja ele quem classifica e diferencia homens de bem e batidos. O pior, porém, é que o candidato defende com fervor, ardor e entusiasmo, a produção de bomba atômica pelo Brasil. Enquanto seu concorrente - aliado, com maior frequência - Ronaldo Caiado dispensa o uso de câmeras pelos policiais, o missionário é partidário da matança em massa. Nascido depois de 1945, ele não parece ter lido nada sobre a Segunda Grande Guerra. Nunca viu e ninguém lhe explicou a tela Guernica, de Pablo Picasso. Depois que fomos governados por alguém como o pai de outro dos concorrentes de Renan e vimos Volodmir Zelensky lamber os pés de Trump, impossível surpreender-se com o ex-aluno das Arcadas. Um incendiário inconsequente, 1

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