Sem diferença
- Professor Seráfico

- há 18 horas
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A rede Globo apresentou, ontem, o segundo candidato à Presidência da República. Na véspera, os brasileiros puderam ver e ouvir o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema. Candidato do Novo, como a maioria de seus correligionários, Zema fortaleceu e consolidou a imagem que os brasileiros têm dele. Aos limites intelectuais já conhecidos, o entrevistado acrescentou a ignorância por ele ostentada, a respeito da realidade nacional. Nesse caso, o desconhecimento dele sobre o Brasil e seu povo é maior que a indiferença a ele revelada, pelos consultados nas sucessivas pesquisas de preferência de voto divulgadas. Seus limites, portanto, estendem-se ao espaço que lhe é destinado na vida política nacional. O segundo a ser entrevistado foi o fazendeiro e médico Ronaldo Caiado. Incapaz de transformar em números ou ideias claras o que ele mesmo chama de plano de governo, ao mesmo tempo ele se diz democrata. Mesmo sem encontrar resposta plausível para sua intenção de anistiar os golpistas condenados. Ademais, Caiado manifestou-se, repetidamente, como um candidato a ditador. Repetiu, assim, os militares que percorreram o País, pedindo votos dos seus subordinados instalados no Congresso, durante a ditadura. Nesse caso, como em tantos outros, Zema e Caiado são irmãos xifópagos. Em muitos outros, também. Assemelhando-se a capitães-do-mato ou a outras figuras características do coronelismo, a diferença, talvez única, está no fato de um ter - quem sabe ornamentado por bela moldura e pendurado na parede da sala - um diploma de médico. Nada mais.

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