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A lucidez de Trump

Comentaristas políticos dão a segunda-feira, 16 de dezembro, como a data inaugural do exercício do segundo mandato presidencial de Donald Trump, na Presidência dos Estados Unidos da América do Norte. Justificam seu juízo, como reação às ameaças nada veladas que o consagrado comunicador e discutível homem de negócios lançou, em especial contra países integrantes do BRICS. Realmente, nas palavras do republicano avesso à república pode-se facilmente antecipar qual a marca principal do seu próximo reinado(?). A guerra contra a Rússia, mantida na Ucrânia, as ações do terrorismo de Estado de Israel, as hostilidades e o embargo contra a Venezuela e Cuba, e tantas outras ações de força realizadas ou terceirizadas pelo governo norte-americano cederão espaço ao combate ao novo grupo de nações, que só faz crescer. Mais que tudo, o risco de a moeda que tudo parece comprar, emitida pelo Tesouro do país governado por Trump, perder o valor em relação aos negócios das nações do BRICS, parece preponderante nas avaliações do Presidente recém-eleito. Sua posse, no 20 de janeiro que se aproxima, portanto, inaugurará um período governamental substancialmente diverso daquele durante o qual ele reinou, soberano e arrogante, a partir da Casa Branca. Os chamados países emergentes reúnem cerca de 1/3 do PIB mundial, e contingente populacional nada desprezível. Incluem-se no grupo potências nucleares que, se não dispõem de arsenal do mesmo porte mantido pelos Estados Unidos da América do Norte, já têm condições de retaliar hostilidades pontuais e habituais, praticadas pelos que se julgam donos do Mundo - os governantes norte-americanos, republicanos ou democratas, não importa. Além do que, a tendência de adesão de outros países ao BRICS faz aumentar as apreensões e preocupações de Trump. Ainda mais quando se sabe ser ele resistente às críticas à energia do petróleo e sua substituição por fontes renováveis. Muitos dos atuais e principais produtores e exportadores dessa fonte mineral de energia são candidatos a integrar o grupo de que se mostram líderes o Brasil, a Índia, a África do Sul, a Rússia e a China. Ainda que nenhum dos governos desses países possa ser considerado sequer de esquerda, cálculos fundados na lógica do capitalismo indicam a lucidez de Trump em ver o BRICS como uma ameaça ao seu predomínio. Justifica-se, portanto, o medo (não é outro o sentimento dele) de que o BRICS prospere e ganhe músculos e vínculos fortes.

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