Ventos e sentimentos
- Professor Seráfico

- 10 de out. de 2024
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A violência varre o mundo nestes tempos tão tristes, ora como irresistível manifestação da natureza, ora por obra e desgraça dos que se dizem humanos. Coincidem a ocorrência do furacão Milton, que devasta cidades na costa atlântica dos Estados Unidos da América do Norte e o assassinato em série promovido pelo governo de Israel, no Oriente Médio. O produto desses dois fenômenos, um imposto pelo que se chama força maior, o outro pelo que poderíamos chamar espírito menor - é o mesmo. Seres humanos são mortos, uns porque habitam locais inscritos na área de abrangência dos poderosos ventos; outros, habitantes de regiões onde os poderosos do mundo despejam seus apetites. No primeiro caso, é a natureza quem controla as forças desencadeadas, segundo suas próprias leis, nem todas ainda suficientemente interpretadas e contidas pelo homem e sua ciência. No segundo, a revés, os homens subvertem suas próprias leis, substituindo-as por condutas danosas à coletividade humana dos lugares afetados. Certamente, não faltarão recursos à nação mais rica e poderosa do Planeta, para assistir os vitimados pela força dos ventos que o Milton leva com ele. Recursos que seriam muito maiores, caso não fossem usados para armar os genocidas comandados por Benjamin Netanyahu. A dinheirama que não impede os ventos talvez seja menor que o montante gasto para financiar os mais sentimentos.

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