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Tigres e ratos

Quem quiser saber mais sobre os momentos difíceis produzidos pela conduta do Presidente norte-americano, não pode deixar de ver e ouvir o vídeo que o Youtube divulga, na Agenda Pepe Café. Nela, o comentarista Pepe Escobar destaca sobretudo o papel que a vice-Presidente Delcy Rodriguez desempenha, na defesa da soberania de seus país e da honra de seus compatriotas. Longe de mostrar-se frágil e ir até o ponto a que foram e continuam indo os traidores mais recentes do Brasil, a vice-Presidente constitucional da Venezuela reúne em torno de si a indignação popular, que o comentarista informa multiplicar-se em todos os cantos daquele belo país caribenho. Percebe-se, até, certo otimismo do jornalista, quando trata da reação de governos de alguns países, no continente americano e em outros continentes. Umas, mais ousadas e indignadas; outras, preferindo a falsa habilidade com que se caracterizam as relações de subordinação a nações poderosas, aqui e acolá. Talvez isso responda pelo tom entusiástico e otimista com que Pepe Escobar desenha o panorama global pós-sequestro do Presidente Nicolás Maduro. Se acrescentarmos aos comentários objeto desta manifestação o fato de que somente uma circunstância - a detenção de arsenal atômico - pode levar Trump a concretizar suas mais perversas intenções, certamente será menor nosso grau de otimismo. Digo-o, certo de que muitos se surpreenderão com o que parece ser uma exceção nas minhas convicções, sempre alimentadas da esperança de que é possível, sim, fazer um mundo melhor. Talvez por permanecer viva em minha memória o que ocorreu em certo mês de agosto, era 1945. Chamam-se Nagasaki e Hiroshima as duas cidades destruídas. Com elas, centenas de milhares de vidas humanas. Nem antes, nem depois, o governante de qualquer outro país cometeu crime de tamanha gravidade! Pois vejo na circunstância aqui apontada a única razão - porque Trump não está destituído de razão; apenas responde à lógica que é sua e a dos que lhe rendem homenagem e prestam servil adoração. Mais que qualquer outro cidadão do Mundo, o soba norte-americano sabe o terreno em que pisa. Quando provoca e desafia a humanidade e ameaça a paz mundial, ele não ignora o poder bélico de outras nações. Interessa saber, queiramos ou não, como se comportarão a China e a Rússia, talvez até antes que novo Enola Gay derrame toneladas de bombas sobre a Venezuela e todos os demais países e povos que se sentem agredidos. Antes, dizia-se dos países orientais serem tigres de papel. Hoje, somos incomodados pelos ratos de esgoto e os excrementos de que são feitos.

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