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Reações e toga

As primeiras reações do encontro de Lula com Donald Trump, no País e no exterior, parecem positivas. Pelo menos, para os que entendem que melhor resultado sempre é alcançado quando o ódio não é a fonte inspiradora dos governantes. Esperar que não haja incomodados é ilusão insustentável. No caso específico de que tratamos, passados os dias, aparecerão os defensores da subserviência, ainda que esta implique a renuncia à soberania de que todo estado deve desfrutar. Fatos e palavreado recentes dão conta disso. Pior, impossível deixar de praticar exercício comparativo entre protagonistas. O de ontem e o de hoje. O que levaria os críticos atuais a uma frustração: equivaleria confrontar um ignorante absoluto com um cidadão capaz de dialogar com líderes de todo o Mundo. O primeiro, nem protagonista sendo. Ainda é cedo para dizer removidos os obstáculos postos no caminho pela oposição, em sua campanha permanente pelo rompimento da ordem democrática. Se, diga-se a bem da verdade, as investigações da Polícia Federal resultarem em nada. Quem pensa que o cenário das eleições de outubro está montado, terá surpresas. Até pretensos postulantes podem ser postos fora do páreo. Com a participação, obra e graça do ministro terrivelmente evangélico. Por enquanto, André Mendonça parece preocupado em entrar na História pela porta da frente. Resta a esperança de que seu catecismo não é o mesmo dos que o promoveram ao STF. E que, como ocorreu ao longo da vida republicana, não ponha sua toga a serviço dos criminosos.

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