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Quando?

Um menino de 5 anos foi preso pela polícia de imigração, nos Estados Unidos da América do Norte. Até aí, nada fora da rotina e do roteiro dos países em que a direita impõe suas próprias e desumanas regras. Mandada para uma prisão, a criança pertence a uma família equatoriana, entrada no país sob as regras legais vigentes. Processa-se, lá, a legalização da família, sendo o pai separado do filho, quando a criança foi levada pelos policiais. Diante de mais uma das muitas informações assustadoras produzidas à farta, nestes dias de trágica convivência, voltou-me à memória o filme O menino de pijama listrado, visto há décadas. Nas telas, a aproximação de Bruno, alemãozinho filho do gestor de um campo de concentração, com Shmuel, filho de judeus aprisionados e internados em uma das fazenda em que se produziam as vítimas do holocausto. Conquanto haja críticos que apontam para inconsistências e falsificações naquela narrativa cinematográfica, interessa destacar a situação de Shmuel, comparando-a com a do pequeno equatoriano Liam Ramos. De resto, com todas as crianças do Mundo, especialmente as residentes em países governados pela direita. As ameaças que pairam sobre elas (chamem-se Shmuel, Liam ou Bruno) seguem os valores de que a sociedade humana pensou ter-se livrado, quando o ditador Adolph Hitler se suicidou. Ao primeiro impacto, logo ocorreu-me perguntar: quando nossas crianças serão incluídas no Index dos herdeiros do führer? E estender a indagação aos brasileiros, que em outubro terão a oportunidade de dar a resposta. Nunca ou em dia próximo demais - conforme o que dirão nas urnas.

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