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Quais - as de dentro ou as de fora?

Em linguagem corrente, facção corresponde a um grupo, um coletivo de pessoas que se opõe a outro ou outros grupos, dentro do grupo maior. Atualmente, o vocábulo tem sido usado com maior frequência, quando serve para caracterizar rivalidades internas em grupos delinquentes. A matéria faz-se oportuna e merecedora de atenção, agora, porque dois apenados fugiram de uma penitenciária federal. De segurança máxima, diz-se delas. Pelo que se sabe, os dois fugitivos pertencem a uma das facções do crime organizado. Também já foram esclarecidas as circunstâncias em que se deu a fuga e as facilidades que a favoreceram. Tecidos em período que não pode tê-las tornado factíveis em um dia, um mês ou um ano, tais favores também não são obra do acaso. Tanto é assim, que a energização do alambrado que cerca a penitenciária foi interrompida; ferramentas de destruição foram deixadas ao léu; um buraco aberto na parede, a marteladas, foi o caminho inicial dos fugitivos. Falta dizer, mesmo sem exaurir as circunstâncias, que o estabelecimento penal é gerido por uma empresa privada. Aqui cabe especular sobre onde estão e o que fazem outras facções, em quase nada diferentes em suas práticas e objetivos, das que estão encarceradas. Quem, fora da multidão dos presidiários que lotam e superlotam as penitenciárias brasileiras, terá ajudado os dois fugitivos de Mossoró? A intimidade com milícias, o envolvimento com notórios infratores e o uso de armas ao invés da inteligência não parecem aos leitores motivo de intensa e extensa investigação?

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