Pátria e bolso
- Professor Seráfico

- 22 de jul. de 2025
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O tarifaço com que Donald Trump ameaça o Brasil e outros países integrantes do BRICS já trouxe, pelo menos, um ganho para os brasileiros. Desmascarou os patriotas de fachada, ao mesmo tempo em que deixou ainda mais transparentes a perversidade e o egoísmo característicos dos que não admitem perder um só centavo de suas fabulosas fortunas. Muitos deles tendo-as acumulado graças a toda sorte de favor fiscal, o mecanismo usual para transferir recursos dos pobres para os ricaços. São esses os empreendedores tão endeusados, que se negam a correr os riscos de negócios de cujos bons resultados desfrutam com exclusividade. Os mesmos que pagam salários miseráveis aos que com seu trabalho os fazem enriquecer, em alguns casos submetidos a regime de trabalho similar à escravidão. Não duvido da existência, dentre os chorões de agora, de irados adversários do Bolsa-Família e das políticas sociais. Nem de que todos nada devem ao fisco. Por isso, não me surpreende o chororô costumeiro, nem a sugestão de que nos ajoelhemos diante de Trump. Para muitos desses falsos patriotas, a prioridade é cuidar para que não cesse de crescer sua fortuna. A proposta de redução da jornada de trabalho, odiada por esse tipo de negocistas, encontra obstáculos e ameaça não passar no Congresso. Afinal, melhor é investir em mandatos, que resistir à chantagem do imperador às portas da ruína.

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