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Preposição e advérbio

Há palavras que, pela riqueza de significados, causam dificuldade aos que tentam compreender algum discurso ou situação. Chamou-me a atenção, nestes dias, o vocábulo investidor. Pelo menos, duas cenas, diferentes essencialmente entre si - ou não - podem ser explicadas por ele. Uma, a que se aplica àqueles interessados em obter maior ganho no mercado financeiro. Neste caso, a regência nominal exige a preposição em. Quem aplica seu dinheiro com esse objetivo, pode aplica-lo em bolsas de valores. Já uma segunda acepção requer outro tipo de regência. Quem ataca uma outra pessoa, com a intenção de domina-la ou lhe causar um mal físico, estará investindo, neste caso, contra sua vítima. Não se pense, porém, que o uso de duas palavras diferentes para acompanhar o vocábulo principal não guarda alguma familiaridade entre si. Se o em é uma preposição e o contra um advérbio (às vezes, preposição), no frigir dos ovos há algo que as aproxima. Se o advérbio participa de uma ação fisicamente danosa a alguém, as bolsas buscadas pelo outro investidor também vitimam pessoas. Punem-nas, frequentemente, com a fome e, não raro, a morte. No que investimentos acabam por ser iguais a investidas. Donald Trump dedica-se a ambas.

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