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Nossos patriotas

A despeito da indiferença de uns e da hostilidade de outros, o BRICS abre novas perspectivas para a sociedade humana. A proposta de criar moeda capaz de concorrer com o dólar, desde que revelada, provocou a emersão de medo nos arraiais e ambientes em que os Estados Unidos da América do Norte dão as cartas. Ainda recentemente, o Brasil foi palco de uma das habituais manipulações da expressão monetária de Tio Sam. Sabendo-se ameaçados pela tímida intenção de promover alterações na distribuição da riqueza, os manipuladores não titubearam. A ação criminosa contou, mais uma vez, com o coro de certo tipo de patriotas brasileiros, docemente submissos às ordens dos donos do mundo. Todos fingiram esquecer quanto as oscilações do dólar para cima aumentam a dívida pública do País. Não é mera coincidência o fato de que esses são os mesmos que exigem a redução da despesa pública, desde que mantida a lucratividade dos especuladores, manipuladores e delinquentes de outras categorias. Também por isso, a posição do Brasil, dirigente-maior do BRICS, desde 1 de janeiro, pode trazer uma nova moeda. Fingidas caras perderão a máscara, pretensas coroas cairão

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