Nosso Zelensky
- Professor Seráfico

- há 1 dia
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Em interessante apresentação nas redes, Jamil Chade chama de vassalo o traidor brasileiro que visitou recentemente o soba dos Estados Unidos da América do Norte. Para os que não sabem o que significa a vassalagem, é prudente e oportuno esclarecer: é prática daquele súdito submisso a um senhor, ao qual presta reverência, paga tributo e ao qual serve. Remete-nos ao feudalismo, sistema ainda presente neste século, ao qual se liga a cabeça de tantos políticos, governantes e representantes, como os dois que se viram na Casa Branca. O tiro no pé, dado pelo humilhado visitante, não seria de todo motivo de preocupação. Devem preocupar a sociedade brasileira, contudo, os reflexos que a visita poderá determinar, em relação aos interesses do Brasil, mais que da famiglia cujo pater já espera no lugar mais merecido a chegada de outros de seus integrantes. Muitas têm sido as interpretações do que veio ao conhecimento público depois de encerrada a visita, de que simbólica e ilustrativa fotografia dá conta. A humilhação imposta por Donald Trump ao senador fluminense foi maior que a experimentada pelo pau-mandado dele na Ucrânia. O visitante traidor do Brasil não pareceu ter, sequer, o direito de sentar-se. Por isso, aparece na foto na pose típica do mordomo, que alguém já observou e indicou. Posta-se ao lado e pouco atrás do senhor a quem leva suas súplicas e lágrimas. Da outra parte, nem uma só palavra, esclarecendo o que foi tratado na conversa de minutos entre os dois – o senhor e seu vassalo. Se há o mínimo de compreensão na cabeça do visitante, ele já se terá dado conta do que aconteceu com seu mais afortunado antecessor, que continua uma guerra que só ao senhor dela interessa. Quem, hoje, se lembra da permanência do estado de beligerância que Trump estimulou e financiou, onde tantas são as vítimas, mesmo se Zelensky – o de lá – mostrou a docilidade própria dos caninos? Se orelhas podem arder, desta vez serão as dos feiticeiros e traidores que tentam suprir sua carência de inteligência e fartura de ódio recorrendo aos mais fortes.

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