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Missão destruidora

Cada indivíduo, uma percepção e uma posição diante do Mundo. Daí estabelecermos com frequência, a visão de Mundo como fator peculiar aos seres humanos. Muitas vezes, essa peculiaridade acaba por funcionar como base das relações sociais. Se bem que esse particular e importante aspecto escape à observação de muitos - quem sabe, a maioria -, isso não impede a aproximação entre as pessoas. Do ponto de vista político, isso deveria responder e dar base às alianças e aos acordos tão usuais nesse cediço território. Se fossem os interesses coletivos e o desejo majoritário as motivações inspiradoras dos profissionais da área. Sabemos todos não ser assim. Por mais que se tente ser generoso, não há como negar a ilegitimidade e os mais abjetos interesses usados na tessitura de grupos constituídos com o único e exclusivo objetivo de chegar ao poder. Não são só os políticos interessados nos votos, os que revelam maus propósitos. Não têm faltado os oportunistas de toda espécie, dentre as quais os que se apresentam como jornalistas e analistas políticos. Só um exemplo bastaria para demonstrar não ser muito diferente da visão de Mundo que eles mesmos ostentam, as ostentadas pelos envolvidos diretamente na conquista do voto. É numerosa a multidão de supostos entendidos em política que reclama a apresentação de projetos de nação, não uma proposta de governo. Pois são esses mesmos os que condenam o que chamam federalização das eleições municipais. Ora, se colocamos os interesses da nação acima dos interesses paroquiais, quanto mais federalizadas forem as eleições, em todos os níveis, mais perto estaremos de dar base sólida à nação de que cada comunidade, esteja onde estiver, é parte. A não ser que, separatistas inconscientes, desejamos de fato romper os laços históricos construídos desde o sec XVI. Ou a missão destruidora das nações originárias ainda não está concluída?

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