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Memória, quem é o tal cúmplice da UERJ? (V)

“O passado não é revivido como lembrança, ele é atualizado no processo de memorialização”  (José Murilo de Carvalho. 2010).


Memória, endeusada pelos antigos gregos como Mnemósine, mãe de nove musas protetoras das ciências e das artes, é uma fonte de imortalidade. Na peça “Não me entrego, não”, um monólogo de duas horas encenado por Othon Bastos, “Memória” é personagem vivida pela atriz Juliana Medela. Inicialmente era um “ponto” escondido nos bastidores, que "soprava" o texto quando o ator, de 92 anos, eventualmente o esquecia. Mas logo passou a contracenar no palco, como um recurso cênico, acionada na hora de algum “branco”.  

 - Achei interessante ter uma espécie de Alexa em cena – brincou Othon. Nós, espectadores, concordamos. Por isso, o deslembrado Taquiprati plagiou o grande Othon e trouxe a “Memória” ao palco desta entrevista para identificar, na celebração dos 75 anos da Uerj, quem era o cúmplice da instituição aniversariante. Contou como referência, entre outros recursos, a Rede Memória Institucional da UERJ – Nilcéa Freire.  https://www.taquiprati.com.br/cronica/1806-memoria-quem-e-o-tal-cumplice-da-uerj-v

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