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Maledicentes e inúteis

Poucos fatos mexeram com os falsos brios da direita brasileira, quanto a conquista do primeiro Oscar atribuído ao filme Ainda estou aqui. Nessa banda do espectro político brasileiro, a falsidade não se limita à produção e disseminação de mentiras, torpes e cruéis como elas têm sido. São postiços, também, o patriotismo auto-outorgado e as comparações frágeis diante da clareza que o sol põe nas coisas e fatos. Por isso, circula na internet o depoimento de um indivíduo que levaria qualquer incauto a admitir os atos terroristas praticados até 08 de janeiro de 2023 como recheados de fé, piedade cristã, busca de satisfazer necessidades de saúde e lazer...se não fossem abundantes as imagens projetadas na televisão, na divulgação das práticas criminosas. Quase todas, imagens produzidas pelos inocentes, tão certos de que conseguiriam consumar o seu intento. Dentre eles, assassinar três autoridades públicas - o Chefe do Poder Executivo, seu vice e o Presidente do Superior Tribunal Eleitoral. Inocência é condição a ser provada, inclusive, pelos que fingem nada ter visto nas televisões. Ignorantes por preferência, correm o risco de desconhecer os males que lhes podem estar corroendo as entranhas. Nesse caso, trata-se de problema absolutamente pessoal. Cada qual dê sua vida ao destino que lhe aprouver. Essa, porém, não é recomendação aplicável à ignorância dos crimes cometidos até 8 de janeiro de 2023. Quando a ignorância provoca interpretações mentirosas, além do mais contrastadas por abundantes provas, pode tornar quem as cria e divulga simples cúmplices dos atos que a organização criminosa assim qualificada pelo órgão máximo do Poder Judiciário em breve julgará.

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