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Madeira e ouro

Está cada vez mais difícil ser oposição no Brasil. A razão não vem de qualquer violência ou pressão exercida pelo governo sobre os pretensos opositores. Na verdade, depois de um período em que tudo foi tentado para proteger a famiglia dos governantes e os que a ela se assemelham, a tolerância e o respeito ao devido processo legal foi o caminho preferido. A busca de transformar a Polícia Federal em não mais que uma réplica dos tonton-macoute haitiano deu com os burros (mesmo os que andam sobre duas patas apenas) n'água. Depois, o uso de membros do Poder Judiciário e mesmo do Ministério Público Federal, em aliança conhecida como a república de Curitiba, só fez desacreditar o discurso de que as abundantes fake-news disseminadas dá (péssima, porque vergonhosa) notícia. Tantas foram as estrepolias, sempre ofensivas ao Estado Democrático de Direito patrocinadas, financiadas, inspiradas e executadas pela oposição direitista, que o clímax não poderia levar a outro destino. Se são oito os membros do que as autoridades policiais e judiciárias chamam núcleo crucial dos crimes, outros desses grupos vêm merecendo o tratamento que só as democracias podem dispensar aos que ousam rompê-la. O 8 de janeiro de 2023 diz muito mais do que os autos de todos os processos a ele relacionados comprovam. Há que ser dito, nos livros de História, a quanto pode chegar o ser humano, quando lhe falta não apenas a escolaridade que alguns elitistas reivindicam como determinante da qualidade dos animais ditos superiores. Pior para os grupos que alimentam seus sonhos com o ódio e a mentira. Se é que seus espíritos tacanhos, desprovidos de qualquer das condições que Hannah Arendt indica como características do ser humano, têm a capacidade de sonhar... Essa a principal razão por que os cúmplices de ontem travestiram-se de delatores; os associados da súcia disputam descarada e ostensivamente espólio que pertence a um cadáver político, não faltando ainda os que tratam de salvar-se pelo menos a si mesmos, diante da ameaça que sempre pairará sobre seus ombros, tantas as ilicitudes em que se terão envolvido. É difícil, assim, permanecer na oposição. Mas isso não é tudo, como todos veremos. Muito mais coisa de que se envergonhará a geração atual, principalmente os que dispõem de condições de comparar, quanto mais se forem definindo os rumos deste país. As bravatas do Presidente norte-americano, endeusado pela oposição, dia-a-dia são desmascaradas. O rugido do que parecia leão não tem som mais alto que o ruído das catitas, no trajeto do buraco até o queijo. Não que faltem oportunidades aos dessa espécie de roedores, mas pela fragilidade política e moral do objeto de sua subserviente adoração. Não precisa lembrar, mas não é demasia dizer: mais um dos membros da família está às voltas com a polícia e a justiça. Não se faz um anel de ouro com pedaços de madeira.

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