Lixo atômico, amigos tóxicos
Preocupação do pós-guerra, encontrar lugares onde depositar o lixo atômico entrou na cogitação das nações. Tanto daquelas que têm despejado bombas sobre as populações ou os oceanos, desde a matança de Nagasaki e Hiroshima, quanto das que poderiam receber os resíduos indesejáveis, por mortíferos. Sempre, os ricos desejando desfazer-se do que não lhes interessa e transferindo os riscos para as populações pobres. De mais essa manifestação de perversidade dá exemplo o tráfego de navios contendo carga atômica, das potências nucleares para, não se sabe ao certo, qual destino. A esse problema por enquanto não resolvido, acrescenta-se outro tipo de lixo tóxico. Neste caso, não apenas os materiais que resultam da exploração de minerios, como a podridão escondida - nem sempre e nem tanto assim - na alma de indivíduos assemelhados aos humanos. Uma espécie de homoranas, tomando-se o sufixo como indicador de semelhança ou similaridade. Trump experimenta, agora, as consequências de sua proximidade - ele também indivíduo da mesma espécie -, com a toxidade dos fugitivos aos quais ofereceu acolhimento. Nada que surpreenda, pela identidade intrínseca entre essas farinhas, não obstante a distância dos sacos de que saíram.


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