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Lacuna

Sereno e, frequentemente irônico, Fernando Gabeira raramente se deixa levar por arroubos e pilhérias, como o foi o biquini exibido em sua juventude em praia brasileira. Essa austeridade com que ele exerce o jornalismo tem servido de exemplo e elogios deferidos por seus colegas, em especial os mais jovens. Não lhe têm faltado, igualmente, elogios partidos de leitores e ouvintes contumazes. Nem por isso o jornalista acerta em todos os seus comentários, ser humano que é. A edição da última sexta-feira do Estado de São Paulo traz, na página 11, no Espaço Aberto, um texto em que Gabeira trata de outras dimensões e consequências do tarifaço que Donald Trump tenta impor ao mundo. Trump, prejuízo além das tarifas é o título do comentário, onde são alinhados aspectos geralmente negligenciados por jornalistas mais ou menos próximos do nível de competência, argúcia e perspicácia do profissional mineiro. Problemas ambientais (os da preferência de Gabeira) são apontados como decorrência do abandono dos Estados Unidos da América do Norte do Acordo de Paris, bem como a repressão e hostilidade contra as universidades norte-americanas são exemplos dos aspectos "esquecidos" pela maioria dos outros críticos do mal-educado e arrogante Presidente. Talvez alguns afirmem que Gabeira em algum de seus sempre bem-vindos textos ou nos comentários tecidos na Globo News, já terá mencionado a rota em declive seguida pela nação que os puritanos do Mayflower fundaram. Nesse caso, porém, só a falta de espaço para a inserção de seu texto justificaria omitir essa condição. E revelar nas decisões de Trump o desespero que costuma orientar os fracassados. Eu faria assim...(Mas não fui eu quem assinou o oportuno e ao mesmo tempo - lacunoso - texto.

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