top of page

Igualemos o tratamento

Os números (ah, os números!), tão ao gosto dos que deles gostariam de dispor, prestam-se a todo tipo de análise. Volúveis como não deveriam ser, mas são, acomodam-se na cama e na mesa que lhes forem oferecidas. Topo com a expressiva cifra, pra lá de 2 trilhões de reais, que a fonte diz corresponder ao endividamento do setor privado brasileiro. Adiante, leio do acréscimo nos pedidos de recuperação financeira de poderosas empresas. Para quem não sabe, a expressão substitui a antiga concordata. Instituto do Direito Comercial, a concordata era o expediente de que se valiam empresas em dificuldades financeiras, geralmente desequilíbrio de caixa, para evitar a decretação da falência. Esta, uma espécie de irmã mais garbosa que a outra. Pelo que de benefício traz ao(s) falido(s), ao mesmo tempo em que deixa ao desabrigo os credores de todos os tamanhos, dos grandes fornecedores aos assalariados. Nem se contém as agências financeiras e o Erário! Não por descuido, o caso que se faz emblemático, das Americanas, é dado como exemplo. Dessa dinheirama acima dos 2 trilhões de reais, quase ninguém sabe. Menos, ainda, que os endividados são os mesmos que reclamam da despesa pública. Que tal igualar os que fazem investimentos com dinheiro público e privado, sem que qualquer centavo vá para os bolsos vazios dos pobres, com os gastos com a educação, a saúde, a segurança e a habitação dos mais carentes? Pois estas são as combatidas pelos que sempre estão à espera de falências altamente lucrativas. Esse, no tipo de capitalismo até agora conhecido, o melhor negócio.

Posts recentes

Ver tudo
Na alça de mira

Prossegue o script de Donald Trump, na tentativa de fazer-se dono do Mundo. Às dezenas de guerra provocadas por seus antecessores, ele soma as atuais, em que idosos, crianças e mulheres não são poupad

 
 
 
O barro de que somos feitos

Dizem muitos que Adão é o primeiro homem. Dele teriam sido criados todos os demais, a partir da costela que lhe assegurou gerar descendência. Com Eva e a interferência de uma serpente, surgiram os ocu

 
 
 
Lição cuidadosamente esquecida

Do ponto de vista moral e humano, qual a diferença entre estuprar uma pessoa e matar um grupo delas, seja qual for a arma? O noticiário dos últimos dias dedica-se quase exclusivamente a dois desses ex

 
 
 

Comentários


bottom of page