top of page

Ignorância abissal

15 de ago. de 2025
2 min de leitura

Mal saído da adolescência, ouvi de pessoa ligada à minha família que certas responsabilidades públicas devem ser reservadas às pessoas dotadas da mínimas condições para ter êxito nas missões correspondentes. Tais requisitos e atributos seriam a cultura, a postura e a compostura. A primeira corresponderia ao cabedal de conhecimentos que o agente público deveria comprovar, para exercer os encargos da posição funcional. O segundo requisito teria a ver com o modo de encarar as responsabilidades, os deveres e as decisões e suas consequências, como agente público. A compostura, terceiro elemento dessa trilogia virtuosa, o modo como esse agente se comporta, no exercício do múnus público. Poderíamos dizer, mesmo, a orientação fundada na Ética e avessa aos arranjos que hoje se sabe tão comuns na administração da res publica. A observação desses pontos mencionados pelo velho amigo da família me leva a atualiza-los, à luz de minha própria experiência, quando ultrapassada a oitava década de vida. Daí expressar o fracasso político de meus contemporâneos em três expressões assim resumidas: carência intelectual, indigência emocional e miséria mental. Na tarde deste sábado de agosto, entra na minha casa pela tela do televisor o governador de uma das unidades federais brasileiras. Às perguntas feitas pelos entrevistadores o gestor respondia com a ostentação dessas desvirtudes que o caracterizam. Se lhe falta o menor senso do ridículo, também parecem ausentes em seu cérebro as sinapses de que tratam os neurologistas e psicólogos. Emocionalmente, ele se deixa trair pela absoluta impassividade, como se suas palavras fizessem algum sentido. Enfim, o espetáculo em que a carência intelectual, a indigência emocional e a miséria mental constituiriam um verdadeiro triângulo das Bermudas. Tudo o que não pode ter outro destino, que o fundo mais profundo dos abismos oceânicos. O entrevistado governa o Estado de Minas Gerais.

Posts recentes

Ver tudo
NÃO à república aviltada

1. Não vou deixar a Polícia Federal maltratar meus filhos. Puno o policial que quiser fazer isso. Demito o diretor dele, se resistir. E exonero até o Ministro da Justiça, se for necessário. (Omitidos

 
 
 
A novidade que não é tão nova

Poucos os observadores a mencionar um fenômeno que lembra acontecimento registrado no pós-golpe imediato de 1964. No fatídico dia 01 de abril daquele ano, partiu dos estudantes a reação mais expressiv

 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page