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Holocausto do XXI

Tudo é pretexto nessa guerra de extermínio do povo palestino. A rigor, qualquer coisa que se relacione à guerra é criminosa, porque o crime maior, indesculpável e imperdoável, é a própria guerra. Em si mesma. Alternativa usada diante da incapacidade de praticar a Política que Aristóteles disse ser essencialmente humana, o uso de armas descaracteriza a vontade como fronteira mais profunda entre seres vivos - o homem e os outros animais. Antes, deplorávamos o ataque a um hospital, de que resultaram centenas de mortos, milhares de feridos. Na sexta-feira, na mesma Gaza, olhares esgazeados contemplam fiéis e acolhidos numa igreja ortodoxa. Mortos alguns, feridos outros. Hospital ou igreja, civis ou terroristas, pacifistas ou combatentes, importa pouco sabê-los, para os presuntivos donos do Mundo. Assim eles liberam seus piores instintos. Não lhes têm faltado o aplauso perverso, o estímulo monstruoso, a defesa furiosa e intransigente dos senhores da guerra. Antes, os nazifascistas declarados negavam o Holocausto. Juntam-se a eles agora os poucos que sobreviveram às vítimas de Hitler e muitos dos sucessores dos mortos nos campos de concentração ou nos guetos espalhados pela Europa. Estamos diante do Holocausto número 2, sem que falte sequer a figura dos Aliados. O engajamento de Joe Biden na trágica, perversa e triste aventura de Benjamin Netanyahu pode ser tudo, menos uma ação em favor da Paz. Muito ao contrário, deixa confirmado a que serve o governo norte-americano e qual o objetivo principal de suas posições. Em todo caso, à manutenção e expansão do complexo industrial-militar denunciado pelo ex-Presidente daquela nação, o general Dwight Eisenhower. Começa-se a saber do futuro fornecimento de mais armas a Israel, tanto quanto serão acrescentados outros países ao rol dos clientes que o complexo ambiciona conquistar. Ainda não se pode dizer quais, mas é certo que há vários tipos do chamado esforço de guerra. Entre nós, a volta aos seringais, na primeira metade do sec.XX. Em outras regiões do Planeta, a intensificação do armamentiso. O que significa pôr a criatividade a serviço da guerra.

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