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Hibridismo e sujeira

Sei que há analistas muito mais competentes que eu, para comentar o oportuno e esclarecedor texto elaborado por Reynaldo Aragón Gonçalvez, o Rey Aragón, que o codigoaberto.net publicou na quarta-feira. No dia pós-massacre de habitantes da cidade do Rio de Janeiro, o professor e pesquisador da UFF (Universidade Federal Fluminense) adverte sobre os riscos de abdicar da soberania e deixar-se levar pelo medo, como arma da guerra híbrida a que o Mundo está exposto. Cada dia, com vigor crescente, correspondente ao desespero de um império em acelerado processo de desaparecimento. Então, faz-se do medo, mais que das armas convencionais, o grande instrumento de persuasão, à custa de não se sabe quantas vidas perdidas. A linguagem constitui o primeiro sinal das psyop, caracterizando a guerra híbrida destinada a justificar e espalhar a antes chamada política de segurança nacional, desta vez em termos planetários. A disseminação das mensagens que já nem precisam ser cifradas vem acompanhada, não demora muito, da intervenção pura e simples, como se tem visto em várias nações. Sobretudo, naquelas em que o patriotismo consiste em entregar anéis e dedos, em operação nada menos que ofensiva da dignidade de cada povo, a despeito das condições vantajosas de que desfrutam muitos dos países agredidos, seja pela bravura de sua população, seja pelos recursos naturais de que são providos. Nesse caso, avulta o Brasil, detentor de grande parte da riqueza mineral e florestal encontrada no Planeta. Ademais, levado a ocupar espaço relevante no concerto das nações, e empenhado na recondução a destaque merecido, nos ambientes que tratam da geopolítica. Atualmente exercendo papel fundamental no BRICS, e tendo como presidente um homem saído das camadas populares, o Brasil passa a ser visto com reserva pelo império decadente. Não tem sido outra a prática de que a História dá conta: à voracidade e agressividade com que se comportam os impérios, enquanto os ventos lhes são propícios, corresponde o crescente desespero, quando instalado o processo que os levará à ruína. Ontem, o Canadá, o Panamá, a Venezuela, Cuba, a Colômbia, Gaza e outras nações se viram ofendidas. Hoje, somos nós, o Brasil e os brasileiros que não admitem interferência nas decisões que só a nós dizem respeito. Não obstante, mesmo postados em posições politicamente relevantes, há conterrâneos que se esmeram na sabujice e na subserviência que nada têm a ver com os interesses e o bem-estar da maioria dos que nasceram aqui ou que escolheram este país para viver. Disse, no início, que muitos analisarão com maior autoridade o texto de Rey Aragón. Repito-o, recomendando que busquem a análise original e, por todos os títulos, merecedora de toda atenção e adesão, formulada pelo qualificado pesquisador da UFF.

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